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Papa Francisco

Cardeal canadense sugere que há melhores candidatos para papa

'Me faz refletir, me faz orar, me deixa de certa forma com medo', afirma o cardeal Marc Ouellet, 68 anos, sobre a possibilidade de ser eleito

4 mar 2013 - 15h49
(atualizado às 16h00)
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Foto de dezembro de 2012 mostra o Cardeal canadense Marc Ouellet durante missa na Basílica de São Pedro
Foto de dezembro de 2012 mostra o Cardeal canadense Marc Ouellet durante missa na Basílica de São Pedro
Foto: AFP

O cardeal canadense Marc Ouellet, um dos principais candidatos para suceder Bento XVI, sugeriu em entrevista para a emissora nacional do Canadá que outros candidatos para papa poderiam fazer um trabalho melhor. "Tenho que estar pronto, mesmo se achar que provavelmente outros poderiam fazer melhor", disse Ouellet, 68 anos, à Canadian Broadcasting Corp na noite de domingo.

Ouellet, que agora trabalha no Vaticano, serviu como arcebispo da província de Québèc de 2002 a 2010, um tempo turbulento em que as posições inflexíveis do Vaticano geralmente iam contra o secularismo em Québèc. Posteriormente, o então papa Bento XVI o nomeou para a influente posição de prefeito da Congregação de Bispos, que recomenda a nomeação de bispos ao papa.

Em entrevista separada para a CBC, Ouellet reconheceu que seu nome surgiu como um possível substituto de Bento XVI, que renunciou oficialmente em 28 de fevereiro. "Não posso nem pensar sobre a possibilidade. Razoavelmente, quando for para o conclave de cardeais, tenho que dizer a mim mesmo, 'e se, e se...' Me faz refletir, me faz orar, me deixa de certa forma com medo. Tenho muita consciência do peso da tarefa", disse.

"Portanto, é preciso estar pronto para qualquer resultado, mas eu acho que certo número de pessoas tem mais chance de ser eleito do que eu", afirmou. Ouellet, que certa vez disse que se tornar papa "seria um pesadelo", provocou polêmica em Québèc em 2010, meses antes de ser levado ao Vaticano, quando reafirmou a posição da Igreja de que o aborto é errado, mesmo no caso de estupro. A declaração provocou críticas de políticos de Québèc, e um colunista de jornal escreveu que esperava que o religioso tivesse uma morte longa e dolorosa.

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