Polônia: marcha anti-imigrantes mira refugiados vindos da Ucrânia
No domingo (24), manifestantes planejam marchar em Varsóvia para protestar contra a imigração ilegal e legal, atendendo ao chamado de um partido de extrema direita. Entre os alvos estão, entre outros, os refugiados ucranianos.
No domingo (24), manifestantes planejam marchar em Varsóvia para protestar contra a imigração ilegal e legal, atendendo ao chamado de um partido de extrema direita. Entre os alvos estão, entre outros, os refugiados ucranianos.
O chamado foi feito por Grzegorz Braun, fundador do partido de extrema direita Confederação da Coroa Polonesa (KKP). Este deputado é conhecido na Polônia e fora dela por ter agredido uma ginecologista que realizava abortos legais, convocado jornalistas para queimar uma bandeira da União Europeia diante das câmeras, e por ter pulverizado um candelabro judaico com um extintor durante as celebrações de Hanukkah dentro do Parlamento.
Grzegorz Braun também obteve 6% dos votos na eleição presidencial de maio, ficando em quarto lugar no primeiro turno. Isso significa que 6% da população polonesa em idade de votar se identifica com suas ideias racistas, antissemitas, homofóbicas e anti-europeias.
Embora essa manifestação anti-imigrantes marcada para domingo, 24 de agosto, não seja a primeira, ela está prevista para ocorrer ao mesmo tempo que as celebrações do Dia da Independência da Ucrânia. Os organizadores temem confrontos e violência caso o cortejo dos manifestantes se aproxime da esplanada onde ocorrerão as festividades ucranianas.
Os manifestantes já deixaram claro que a marcha protesta contra a imigração ilegal, especialmente pela fronteira com Belarus, contra o retorno de migrantes recusados por Berlim na fronteira alemã, e também contra a permanência dos 900 mil refugiados ucranianos em solo polonês. A Polônia é o segundo país que mais acolheu refugiados ucranianos em proporção à sua população.
(RFI e AFP)