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Plataforma Kick acusa governo francês de explorar politicamente morte de influenciador em live

A plataforma australiana Kick acusou o governo francês de instrumentalizar a morte do influenciador francês Raphaël Graven, conhecido como Jean Pormanove, que ocorreu durante uma transmissão ao vivo, no dia 18 de agosto. A declaração foi divulgada na quinta-feira (28), após a ministra francesa de Assuntos Digitais, Clara Chappaz, anunciar que poderá processar a Kick por negligência.

29 ago 2025 - 11h30
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A plataforma australiana Kick acusou o governo francês de instrumentalizar a morte do influenciador francês Raphaël Graven, conhecido como Jean Pormanove, que ocorreu durante uma transmissão ao vivo, no dia 18 de agosto. A declaração foi divulgada na quinta-feira (28), após a ministra francesa de Assuntos Digitais, Clara Chappaz, anunciar que poderá processar a Kick por negligência. 

Crematório onde foi realizada a cerimônia fúnebre de Raphaël Graven, em Colomars, perto de Nice, em 27 de agosto de 2025.
Crematório onde foi realizada a cerimônia fúnebre de Raphaël Graven, em Colomars, perto de Nice, em 27 de agosto de 2025.
Foto: AFP - FREDERIC DIDES / RFI

A ministra também acusou a plataforma de violar a Lei de Confiança na Economia Digital, de 2004, e informou que acionará a Kick com base no artigo 6.3 da legislação. O texto permite à Justiça francesa interromper a transmissão de conteúdos online que causem danos ou exigir medidas preventivas. 

Segundo a ministra, a plataforma não tomou medidas suficientes para impedir a transmissão de conteúdos nocivos. A Kick também é alvo de uma investigação do Ministério Público em Nice e de outro inquérito aberto pela Procuradoria de Paris, na terça-feira (26). 

"Ficamos desapontados ao saber que a imprensa foi informada das ações da ministra antes da Kick. Aparentemente, não se trata da proteção dos criadores de conteúdo, nem dos clientes ou do bem-estar da indústria, mas sim de um discurso politizado que se aproveita de um caso individual trágico", escreveu a plataforma em um comunicado. 

Violência e humilhações

O influenciador morreu perto de Nice em 18 de agosto, durante uma transmissão ao vivo na Kick, após mais de 12 dias de exibição em que ele e outro homem foram agredidos e humilhados por Owen Cenazandotti, conhecido como Naruto, e Safine Hamadi. 

Na quarta-feira (27), em uma mensagem divulgada nas redes sociais, Cenazandotti anunciou o fim do "Lokal", que já havia sido banido da plataforma australiana após a morte de Graven. 

"É com grande emoção que anunciamos o fim da aventura do Lokal. O Lokal parte com JP, mas nunca desaparecerá de verdade", escreveu Cenazandotti. As gravações ocorreram principalmente em Contes, perto de Nice, onde estava registrada a empresa "leLokal" de Cenazandotti. 

Os dois jovens, que Raphaël Graven chamava de "irmãos mais novos", estiveram presentes na cerimônia fúnebre na quarta-feira, no crematório de Nice. Cenazandotti publicou uma foto tirada na ocasião, em que ele e Hamadi aparecem ao lado da mãe do falecido. 

"Por meio de nossas memórias, risos, encontros e todas as histórias que ali foram escritas, o Lokal continuará vivo no coração e na memória de cada um de nós. Obrigado a todos que fizeram desse lugar um espaço de partilha, solidariedade e vida", acrescentou. 

Insultos e agressões

Seguido por cerca de 200.000 pessoas, o canal "jeanpormanove" mostrava há meses Raphaël Graven sendo insultado, agredido, tendo os cabelos puxados, ameaçado e até alvejado sem proteção com projéteis de paintball. Ele e seus companheiros afirmavam que se tratava de conteúdo roteirizado. 

A autópsia realizada na semana passada concluiu que a morte de Raphaël Graven não foi causada por intervenção de terceiros, mas provavelmente por causas médicas ou toxicológicas. A análise dos exames ainda está em andamento. 

Mesmo antes de sua morte, os vídeos de Jean Pormanove já eram alvo de uma investigação aberta em dezembro, especialmente por "violência voluntária em grupo contra pessoas vulneráveis", após serem revelados pelo site investigativo francês Mediapart. 

Em janeiro, Cenazandotti, de 26 anos, e Hamadi, de 23, foram detidos como parte da investigação, mas liberados sem acusações. 

Com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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