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Parlamento francês aprova uso de pesticida banido e suscita críticas

O Parlamento da França aprovou nesta terça-feira (8) a lei agrícola Duplomb-Menonville, que prevê, entre outras medidas, a reintrodução excepcional de um pesticida da classe dos neonicotinóides, o acetamipride. Controversa, a proposta dividiu fortemente a Assembleia Nacional. O texto foi aprovado por 316 votos a favor e 223 contra, em uma sessão marcada por tensão.

8 jul 2025 - 15h57
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O Parlamento da França aprovou nesta terça-feira (8) a lei agrícola Duplomb-Menonville, que prevê, entre outras medidas, a reintrodução excepcional de um pesticida da classe dos neonicotinóides, o acetamipride. Controversa, a proposta dividiu fortemente a Assembleia Nacional. O texto foi aprovado por 316 votos a favor e 223 contra, em uma sessão marcada por tensão.

Pesticidas sendo pulverizados em plantações francesas (imagens de arquivo).
Pesticidas sendo pulverizados em plantações francesas (imagens de arquivo).
Foto: © AFP - PHILIPPE HUGUEN / RFI

O acetamipride, atualmente proibido na França em razão de seu potencial cancerígeno, mas autorizado em outros países da UE até 2033, é defendido por produtores de beterraba e avelã, que alegam não ter alternativas eficazes contra pragas. Já apicultores alertam para os riscos à saúde das abelhas. A lei prevê uma reavaliação da autorização após três anos, e depois anualmente, por um conselho de supervisão.

A medida foi comemorada pela FNSEA, principal sindicato agrícola francês, e pelos Jovens Agricultores, que a classificaram como "um primeiro passo para reativar a produção agrícola do país". A ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard, celebrou a aprovação como "um grande passo para reconquistar a soberania alimentar".

Já a Confederação camponesa (Confédération paysanne, em francês), terceiro maior sindicato do setor, criticou duramente a decisão. "Essa lei confirma que a maioria dos parlamentares continua promovendo um modelo agroindustrial que não responde às demandas do campo. Lutamos por uma renda digna, não por mais veneno", afirmou a porta-voz Fanny Métrat.

Entidades ambientais como o Greenpeace denunciaram "um dia de luto para a saúde pública e o meio ambiente". A ONG Agir pelo meio ambiente acusou o Parlamento de ignorar alertas científicos e ceder ao "trumpismo agroquímico".

A oposição de esquerda e os ecologistas classificaram a lei como um "retrocesso ambiental". A deputada socialista Mélanie Thomin chamou a medida de "recuo grave", enquanto Aurélie Trouvé, da esquerda radical, criticou o texto por "legalizar pesticidas mortais" e "privatizar recursos hídricos". A ex-ministra e deputada ecologista Delphine Batho disse que "o governo perdeu a batalha da opinião pública".

Apesar das críticas, a maioria da coalizão governista e a aliança RN-UDR (extrema direita) votaram a favor. O grupo Ensemble pour la République, ligado ao presidente Emmanuel Macron, teve dois terços dos votos favoráveis.

(Com informações da AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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