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'Noite infernal': Rússia realiza novos ataques com mísseis balísticos contra Kiev e deixa 10 mortos

O mês de agosto começa sob intensificação dos ataques Russos na Ucrânia, após julho registrar um número recorde de projéteis lançados por Moscou. Neste sábado (1º), um novo bombardeio com mísseis balísticos russos atingiu Kiev e regiões vizinhas, deixando ao menos 10 mortos.

1 ago 2026 - 11h52
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Ao todo, a Rússia lançou 35 mísseis e 185 drones de ataque contra a capital ucraniana durante a madrugada, dos quais dois mísseis e 154 drones foram interceptados. Os bombardeios mataram ao menos 10 pessoas e deixaram mais de 30 feridos. 

Na rede social Telegram, os serviços de emergência ucranianos indicaram que danos foram registrados em sete bairros de Kiev, além de incêndios e cortes de energia em várias partes da cidade. Um prédio residencial de cinco andares no bairro de Solomiansky foi parcialmente destruído.

Mais de dez explosões consecutivas foram ouvidas em Kiev, acionando alarmes de carros pelas ruas da capital. Vídeos publicados nas redes sociais mostram imensas colunas de fumaça provocadas pelos ataques.

Entre os prédios atingidos está a embaixada da Lituânia. O ministro das Relações Exteriores do país, Kęstutis Budrys, publicou imagens dos danos nas redes sociais. "A agressão russa não quebrará a resiliência da nação ucraniana nem enfraquecerá nosso compromisso inabalável de apoiar a Ucrânia por todos os meios disponíveis", afirmou o chanceler lituano no X.

Já o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, descreveu "uma noite infernal" em Kiev. Segundo ele, a Rússia intensifica seus ataques aéreos e sua "estratégia de terror contra civis" por não estar conseguindo atingir seus objetivos no campo de batalha. "A Ucrânia precisa urgentemente de sistemas adicionais de defesa antiaérea e antimísseis, além de interceptores", reiterou no X.

Escassez de recursos

Dos 27 mísseis balísticos lançados pela Rússia na madrugada, a Ucrânia conseguiu interceptar apenas um, devido à escassez de recursos de defesa antiaérea. Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a situação atual encoraja a Rússia a continuar realizando este tipo de ataque.

A Ucrânia vem reforçando os pedidos aos países aliados para que forneçam mais mísseis interceptores Patriot, de fabricação americana, atualmente seu único meio de defesa eficiente contra os ataques com mísseis balísticos, particularmente difíceis de neutralizar. A escassez ficou ainda mais grave desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, no fim de fevereiro.

Ao mesmo tempo, Moscou intensificou desde junho o uso de mísseis balísticos, resultando no aumento de mortes de civis. Segundo uma contagem da AFP, a Rússia lançou, em julho, um número recorde de 376 mísseis contra a Ucrânia - mais que o dobro do total empregado por Moscou no mês anterior. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, que no início de julho havia expressado a disposição de autorizar a Ucrânia a produzir sistemas de defesa Patriot para enfrentar os ataques com projéteis balísticos russos, voltou a relativizar a possibilidade na sexta-feira (31). O chefe da Casa Branca disse ter consciência de que Zelensky gostaria de ter sistemas Patriot e mísseis Tomahawk. "Estas armas são incríveis. Precisamos ter muito cuidado antes de permitir que alguém as produza", advertiu. "Não demos nossa aprovação. Estamos discutindo", disse.

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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