Kiev sofre novo ataque em larga escala um dia após bombardeio russo à histórica Academia de Ciências
Várias explosões de grande intensidade foram ouvidas na madrugada desta terça-feira (29) em Kiev, capital da Ucrânia, onde os sistemas de defesa antiaérea foram acionados durante um alerta de ataque aéreo. A nova ofensiva ocorre um dia após um drone russo atingir a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, no centro histórico da capital, deixando pelo menos um morto. O presidente Volodymyr Zelensky denunciou o envio de um reforço de milhares de soldados norte-coreanos ao território russo.
Kiev sofreu um novo ataque combinado de drones e mísseis russos, logo após um bombardeio atingir a histórica Academia Nacional de Ciências, que deixou um morto e feridos. A Rússia tem intensificado os ataques contra a infraestrutura da capital diante do inverno, enquanto a Ucrânia revida mirando alvos logísticos e pede reforço militar ao Ocidente. Em meio à escalada, Zelensky denunciou a presença e a prontidão de milhares de soldados norte-coreanos mobilizados para apoiar as forças de Moscou.
Mais cedo nesta terça-feira, a Força Aérea ucraniana havia advertido que "novos mísseis balísticos" estavam se dirigindo à cidade. Jornalistas no local relataram um ataque combinado com drones e mísseis.
Kiev enfrenta há várias semanas uma intensificação dos bombardeios russos, noite e dia. Na segunda-feira (28), um drone russo atingiu a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, causando ao menos a morte de uma mulher e deixando seis feridos, segundo um balanço provisório divulgado pelo presidente Volodymyr Zelensky.
O ataque ocorreu em plena luz do dia e atingiu o edifício do século 19, localizado em uma área central da capital, que, até então, havia sido relativamente poupada dos bombardeios russos. Parte do prédio histórico foi destruída pelas chamas.
Os feridos foram levados ao hospital, enquanto equipes de resgate trabalhavam para controlar o incêndio provocado pelo impacto e na busca por possíveis vítimas sob os escombros.
Em uma publicação no Facebook, a Academia Nacional de Ciências denunciou "o terror contra pessoas pacíficas que simplesmente estavam em seu local de trabalho. Um ataque contra a ciência, a educação e a cultura ucranianas".
Rússia intensifica bombardeios enquanto inverno se aproxima
Nas últimas semanas, a capital ucraniana tem sido alvo de uma intensificação de ataques russos contra diferentes tipos de infraestrutura, incluindo centros comerciais, postos de gasolina e instalações ferroviárias. Ao mesmo tempo, a Ucrânia também ampliou suas operações de longo alcance na Rússia, mirando infraestruturas consideradas estratégicas para a logística e o esforço de guerra de Moscou.
Com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte, o governo ucraniano teme novos ataques contra a rede de energia do país. Na semana passada, o presidente ucraniano voltou a pedir aos aliados ocidentais que reforcem a ajuda militar a Kiev, especialmente com o envio de mais sistemas Patriot de fabricação americana, capazes de interceptar mísseis balísticos.
Coreia do Norte poderá enviar soldados para a Rússia
Zelensky declarou na noite de segunda-feira que mais de 8 mil soldados norte-coreanos estavam presentes em território russo e que Pyongyang se preparava para enviar cerca de 10 mil soldados adicionais para ajudar Moscou na guerra travada contra Kiev.
Citando "novos dados", na rede social X, o líder ucraniano disse que esses soldados estão "sendo selecionados para receber treinamento e, em seguida, serem mobilizados na Rússia".
De acordo com estimativas das autoridades ucranianas esul-coreanas, a Coreia do Norte enviou entre 14 mil e 15 mil soldados para a Rússia desde 2024, a maioria dos quais foi destacada para a região fronteiriça de Kursk para ajudar a repelir uma incursão lançada pela Ucrânia.
RFI e AFP
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