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Família de menino britânico Ashya King diz que ele superou o câncer

23 mar 2015 - 09h42
(atualizado às 09h42)
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O menino britânico Ashya King, que viveu uma odisseia quando seus pais o retiraram de um hospital britânico descontentes com o tratamento contra um tumor cerebral, superou a doença, declarou a família nesta segunda-feira.

"Não tem células cancerígenas e os marcadores do tumor deram negativo", disse à AFP Juan Isidro Fernández Díaz, advogado da família, que se estabeleceu na Espanha.

"Pode andar, pode comer, vê perfeitamente", acrescentou Fernández Díaz, declarando que "ainda precisa de reabilitação".

Em uma entrevista publicada no jornal britânico The Sun nesta segunda-feira, os pais do menino, Brett e Naghemeh King, disseram ter recebido um boletim médico declarando que o menino, que se recupera na casa que a família tem na Espanha, está livre da doença.

"É um milagre que acreditávamos que nunca veríamos", disse a mãe, Naghemeh.

"Se tivéssemos deixado Ashya com o NHS (serviço público de saúde) na Grã-Bretanha, não estaria mais conosco", disse a mãe.

O Proton Therapy Center (PTC) de Praga, o centro tcheco onde o menino foi tratado, mostrou-se mais cauteloso.

"Não vimos os scanners, mas se King recebeu esta notícia estamos felizes, embora seja prematuro avaliar a notícia de um ponto de vista médico", declarou à AFP Iva Tatounova, uma funcionária do centro.

O caso do menino virou manchete em agosto de 2014, quando as autoridades britânicas ordenaram a busca e a captura de seus pais, que o tiraram de um hospital de Southampton (Inglaterra) sem autorização dos médicos, antes de levá-lo a Málaga, no sul da Espanha.

As autoridades britânicas consideraram que isso colocava em risco a vida de seu filho. Os pais, por sua vez, não estavam de acordo com o tratamento do hospital britânico, considerado muito agressivo por eles. Foram detidos na Espanha, onde passaram quatro dias na prisão, antes de serem libertados e levarem seu filho a Praga para submetê-lo a uma terapia de prótons.

Ashya King foi submetido a 30 sessões de terapia em Praga. A terapia de prótons, que não é oferecida pelo serviço de saúde britânico, consiste em destruir as células cancerígenas com um feixe de prótons centrado nas zonas lesionadas e evitando as saudáveis.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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