Script = https://s1.trrsf.com/update-1778180706/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

As Principais Notícias da Europa

Publicidade

Em visita a Roma, Marco Rubio busca apoio dos europeus para segurança do Estreito de Ormuz

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, concluiu nesta sexta-feira (8) uma visita de dois dias a Roma, marcada pela tentativa de reduzir tensões com o Vaticano e pelo apelo aos países europeus para que apoiem Washington na segurança do Estreito de Ormuz. Durante a viagem, Rubio se reuniu com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani e como o papa Leão XIV.

8 mai 2026 - 14h21
Compartilhar
Exibir comentários

O encontro entre Marco Rubio e Giorgia Meloni no Palácio Chigi, sede do governo da Itália, durou cerca de uma hora e meia. Segundo um comunicado do gabinete da primeira-ministra, as conversas foram "construtivas", mas também "francas", abordando as relações bilaterais, além das situações no Oriente Médio, na Líbia e na Ucrânia.

"Foi um diálogo franco entre aliados que defenderam seus interesses nacionais, mas reconheceram o valor da unidade ocidental", afirma o texto.

O apelo de Rubio sobre esforços internacionais no Estreito de Ormuz foi dirigido à Itália e a outros países europeus recentemente criticados pelo presidente Donald Trump por, segundo ele, não contribuírem o suficiente para a proteção dessa região do Golfo. A obtenção do apoio diplomático desejado por Washington, no entanto, não é automática, em meio às declarações duras de Trump nos últimos dias - tanto em relação ao papa Leão XIV quanto às autoridades italianas, incluindo Giorgia Meloni, considerada uma aliada próxima do presidente americano.

"O que o mundo está disposto a fazer a respeito disso? O mundo aceitará que o Irã passe a controlar uma via navegável internacional?", questionou Marco Rubio, em declaração a jornalistas.

O secretário de Estado denunciou a criação, por Teerã, de uma autoridade especial destinada a autorizar a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio energético global.

Rubio também voltou a criticar a postura de alguns aliados europeus no âmbito da Otan. "Se uma das principais razões para os Estados Unidos fazerem parte da Otan é a possibilidade de mobilizar forças na Europa e projetá-las para outras situações de emergência, e se isso já não ocorre — pelo menos no caso de alguns membros da aliança —, então há um problema que precisa ser analisado", afirmou.

O secretário de Estado acrescentou que o presidente americano ainda não decidiu como pretende reagir à postura desses países. Nos últimos dias, Donald Trump chegou a ameaçar a retirada de forças americanas da Itália, alegando que Roma "não ajudou em nada" no conflito contra o Irã.

No início da semana, durante uma visita à Armênia, Giorgia Meloni comentou a hipótese de retirada das tropas americanas do país. "Essa é uma decisão que não cabe a mim tomar e com a qual discordo", afirmou.

Encontro com o papa

Católico praticante, Marco Rubio afirmou ter tido uma "reunião muito boa" na quinta-feira (7) com o papa Leão XIV, no Vaticano, quase um mês depois de Donald Trump ter criticado publicamente a postura pacifista do pontífice. À época, o presidente americano chamou o papa de "fraco" no combate ao crime e de "incompetente" em política externa, após declarações de Leão XIV sobre a guerra no Oriente Médio.

Segundo Rubio, o encontro foi uma oportunidade para discutir temas de interesse comum, como liberdade religiosa, a ameaça representada pelo Irã e o papel da Igreja Católica na distribuição de ajuda humanitária americana a Cuba. "É importante compartilhar nossas perspectivas, oferecer explicações e compreender os contextos de cada lado. Achei isso muito positivo", disse.

O secretário de Estado também se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin. "Informei sobre a situação com o Irã, expressei nossa visão sobre a gravidade dessa questão e o risco que o Irã representa para o mundo", explicou, ressaltando que o papa reiterou sua oposição à guerra.

Questionado sobre a possibilidade de Donald Trump telefonar para o pontífice, Marco Rubio respondeu de forma cautelosa: "Não sei. Talvez. Pode acontecer".

Filho de pais cubanos, Marco Rubio afirmou ainda estar "honrado" por ter consultado, durante a visita, sua árvore genealógica italiana, que confirma origens familiares na região do Piemonte, no noroeste da Itália. Ele disse pretender aprender italiano e retornar ao país para fazer um discurso no idioma.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra