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Eleições gerais na Suíça dão clara vitória ao bloco da direita

18 out 2015 - 18h38
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O bloco de direita venceu neste domingo as eleições gerais na Suíça, nas quais foram eleito os membros das duas câmaras do parlamento, que em dezembro terão a responsabilidade de decidir a formação do Executivo federal de sete membros.

Estas eleições confirmaram o risco da política suíça se afastar do "centrismo" que a caracterizou nas últimas décadas - graças a um sistema política de concordância - e vir a ser de direita ultraconservadora, como disseram temer várias análises e políticos de outras tendências.

As primeiras projeções nacionais, dadas praticamente como definitivas e à espera do término da apuração, asseguram que o partido de direita UDC -de corte populista, liberal no âmbito econômico e ultraconservador no social- aumentaria seu grupo parlamentar com 11 novos membros.

Com isso, a UDC, que teria recebido o apoio de 28% de eleitores e um total de 65 cadeiras no Conselho Nacional (Câmara dos Deputados).

"Estes resultados indicam um apoio claro ao UDC, que se centrou na problemática da migração. Vemos uma grande onda migratória rumo à Europa e isto preocupa os suíços. O resto de partidos e o governo federal sempre disseram que o asilo não é um problema e que tudo ia bem, mas vemos que não é assim", disse o presidente do partido, Tony Brunner.

Brunner sustentou que atualmente "na Suíça já não diferenciamos os imigrantes econômicos dos refugiados e por isto o povo reivindica outras soluções".

A Câmara dos Deputados conta com um total de 200 cadeiras, das quais o outro partido de direita, o Radical-Liberal(PLR), teria 33 cadeiras, com 16,4% de votos.

Em porcentagem de votos, no entanto, o UDC e o PLR só teriam progredido 1,4% e 1,3%, respectivamente.

Seu salto quanto às cadeiras vencidas é explicado pelo sistema eleitoral suíço, que permite que pequenos partidos se "aparelhem" com agrupamentos de alcance nacional e respassem seus votos, quando estes não lhes permitem obter uma representação própria no legislativo.

Os partidos de corte ecológica, Verde e Verde-Liberal, perderiam 11 lugares no parlamento, e dois o Partido Socialista.

A clara inclinação à direita que terá provavelmente a câmara Baixa contrasta com a estabilidade (de centro) que a votação de hoje confirmou para a câmara Alta, onde o Partido Socialista inclusive conseguiu uma leve progressão.

Ambas têm as mesmas competências e precisam estar de acordo para fazer avançar reformas ou novas leis.

Além de legislar, uma das funções mais importante do parlamento suíço é escolher o governo colegiado, conformado por sete membros que atualmente representam os cinco principais partidos políticos.

Essa eleição vai acontecer em 9 de dezembro e os representantes do UDC anteciparam hoje que reivindicarão um segundo assento por ser a força política mais votada, o que faria passar de uma tendência centrista a uma de direita.

EFE   
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