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Berlusconi vira réu novamente por manipular testemunha

Ex-premier teria pagado empresário durante investigações

16 nov 2018
10h30
atualizado às 12h33
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O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi virou réu sob a acusação de ter manipulado uma testemunha entre 2008 e 2009, durante investigação sobre as festas com prostitutas que abalaram sua imagem no fim da década passada.

Berlusconi durante apresentação de livro em Milão, em 29 de outubro
Berlusconi durante apresentação de livro em Milão, em 29 de outubro
Foto: ANSA / Ansa

A decisão foi tomada pela juíza de audiência preliminar do Tribunal de Bari, Anna Depalo. O processo está marcado para começar em 4 de fevereiro de 2019.

Segundo a acusação, Berlusconi, na época primeiro-ministro da Itália, forneceu ao empresário Gianpaolo Tarantini advogados, trabalho e centenas de milhares de euros em dinheiro para que ele mentisse aos procuradores de Bari que investigavam sobre as prostitutas levadas às suas residências de verão entre 2008 e 2009.

As supostas propinas teriam sido pagas por meio do jornalista Valter Lavitola, ex-braço-direito de Berlusconi. Tarantini aliciava garotas de programa para as festas do ex-premier e já foi condenado por favorecimento à prostituição nas noitadas de Berlusconi, apelidadas de "bunga-bunga".

Já condenado em última instância por fraude fiscal, o ex-primeiro-ministro é réu por corrupção de testemunhas em processos que correm nos tribunais de Siena e Roma. Além disso, foi denunciado pelo mesmo crime em Turim.

Os casos, chamados "Ruby ter", dizem respeito a supostos subornos a garotas de programa durante o inquérito Ruby, no qual Berlusconi acabou absolvido pela Suprema Corte dos crimes de prostituição de menores e abuso de poder.

O ex-premier também é investigado no "Ruby ter" em Pescara, Treviso, Monza e Milão e pode ser alvo de novas denúncias. Os investigadores acreditam que Berlusconi tenha gastado mais de 10 milhões de euros entre 2010 e 2014 para manipular testemunhas. 

Ansa - Brasil   

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