Ativistas do Femen protestam em julgamento de Strauss-Kahn
Três mulheres estavam com frases pintadas de preto nos seios e no tronco
Três manifestantes do grupo Femen tentaram subir no veículo do ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, no momento em que ele chegava a um tribunal francês, nesta terça-feira. O magnata de 65 anos é julgado por ter promovido festas, em que sabia que prostitutas estavam envolvidas, entre 2008 e 2011, no norte da França, em Washington, Bruxelas e Paris.
As três mulheres estavam com frases pintadas de preto nos seios e no tronco. Nas frases, elas acusavam e protestavam contra crimes sexuais.
As ativistas foram detidas por policiais e colocadas deitadas no chão. O protesto do grupo feminista é apenas um dos episódios que circundam esse julgamento. No total, 14 pessoas, incluindo Strauss-Kahn, são acusadas no caso conhecido como "Carlton Affair", devido ao nome do hotel em Lille (cidade do norte da França) que deu início à investigação da rede de sexo.
Strauss-Kahn foi ministro das Finanças da França no final dos anos 1990 e se tornou chefe do FMI em 2007. Era esperado que concorresse à presidência da França em 2012, mas teve que abandonar o plano após ter sido acusado de abuso sexual por uma camareira nos EUA. Isso permitiu que François Hollande entrasse na disputa e derrotasse o então presidente Nicolas Sarkozy.