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EUA lançam nova rodada de ataques contra Irã e escalada ameaça o transporte marítimo

15 jul 2026 - 09h00
(atualizado em 16/7/2026 às 04h59)
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Os ‌Estados Unidos conduziram uma nova onda de ataques contra o Irã na quarta-feira, após restabelecerem um bloqueio naval aos portos iranianos, enquanto o Irã ameaçou interromper mais exportações regionais de energia.

A ofensiva marca a mais recente escalada de ataques e contra-ataques lançados pelos dois lados, que ⁠disputam o controle do Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de ‌um quinto dos embarques globais de petróleo e gás antes da guerra.

"Às 6h da manhã (7h de Brasília) de hoje, as forças do ‌Comando Central dos EUA começaram a lançar ‌uma onda de ataques contra o Irã", informaram as Forças ⁠Armadas dos EUA.

"Os ataques têm como objetivo enfraquecer ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas têm usado para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz."

Não houve relatos imediatos de ataques na mídia iraniana. O Comando Central dos EUA informou, em comunicado, que as forças ‌militares haviam atacado sistemas de defesa costeira e locais de armazenamento e ‌lançamento de mísseis de ⁠cruzeiro na ilha ⁠iraniana de Grande Tunb, e que concluíram a onda de ataques em cerca ⁠de 90 minutos.

Na noite de terça-feira, ‌as Forças Armadas dos ‌EUA disseram ter atingido dezenas de alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz e em áreas costeiras iranianas, em ataques que duraram sete horas.

Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ⁠na quarta-feira que havia atacado alvos militares dos EUA na região, incluindo Barein, Kuweit e Jordânia.

Além disso, ameaçou na quarta-feira interromper mais exportações regionais de energia, afirmando que os EUA "precisam se preparar para o fechamento de todos os outros corredores ‌de exportação que beneficiam os EUA e seus aliados".

Os EUA afirmaram que o Irã atacou sete navios comerciais na última semana, o ⁠que resultou em quase uma dúzia de tripulantes mortos, desaparecidos ou feridos.

A guerra, que começou com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, desencadeou ataques iranianos aos países do Golfo que abrigam bases norte-americanas e causou grandes perturbações no abastecimento global de energia, aumentando os temores de um aumento da inflação.

Os preços do petróleo ampliaram os ganhos em cerca de 1% na quarta-feira, após fecharem na terça-feira em uma nova máxima de um mês.

Um acordo provisório de cessar-fogo no conflito, assinado no mês passado, tinha como objetivo levar a novas negociações e a uma trégua permanente, mas a retomada das negociações tem enfrentado dificuldades.

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