EUA atacam alvos iranianos no Estreito de Ormuz em nova escalada de tensão
Operação ocorre após recentes tentativas de agressão atribuídas a Teerã
Forças dos EUA atacaram alvos da Guarda Revolucionária do Irã no Estreito de Ormuz para conter ameaças contra embarcações na região. Explosões atingiram Bandar Abbas e a ilha de Qeshm, sem relatos de feridos. A ofensiva busca neutralizar radares e mísseis iranianos após recentes agressões mútuas. A escalada gerou forte impacto nos mercados globais, elevando o preço do petróleo em mais de 4,5%, próximo a US$ 90 o barril, e provocando quedas expressivas nas bolsas de Nova York.
Forças dos Estados Unidos começaram, na tarde desta terça-feira (1º), a atacar alvos ligados ao Corpo da Guarda Revolucionária do Irã no Estreito de Ormuz, informou o Comando Central dos EUA (Centcom).
Segundo Washington, a operação ocorre após recentes tentativas de agressão atribuídas ao Irã contra embarcações comerciais e militares americanos na região.
A ofensiva faz parte de um plano que o governo de Donald Trump vinha avaliando para impedir que o Irã reconstruísse capacidades de radar e mísseis capazes de ameaçar navios.
Além disso, um funcionário americano relatou ao site Axios que a ideia de Washington é reduzir o risco de ataques iranianos contra petroleiros, navios da Marinha dos EUA e aeronaves da Força Aérea.
Hoje, explosões também foram registradas na região de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm, no sul do Irã. Autoridades locais afirmaram que, até o momento, não havia registro de feridos.
A escalada provocou reação nos mercados. O petróleo em Nova York subiu 4,54%, aproximando-se de US$ 90 por barril, enquanto Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 operavam em baixa.
A ação ocorre um dia após o Irã anunciar retaliação contra alvos militares americanos na Jordânia, depois de ataques dos EUA contra lançadores de foguetes iranianos. Na ocasião, Trump afirmou que Washington responderia com força a qualquer ataque de Teerã.
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