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Estudantes são mortos em colégio de Mianmar enquanto junta militar intensifica guerra aérea

15 set 2025 - 09h56
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Um ataque aéreo das Forças Armadas de Mianmar a uma escola na semana passada matou pelo menos 19 alunos, segundo uma milícia étnica, no momento em que a junta governante do país devastado pela guerra intensifica uma campanha para retomar o território antes de uma eleição planejada para dezembro.

Crianças foram mortas e feridas no internato em Kyauktaw Township, no Estado de Rakhine, em Mianmar, informou a agência da ONU para infância, Unicef, em um comunicado.

A agência não informou quantos foram mortos no incidente, mas o Exército Arakan, uma milícia que luta contra os militares no Estado ocidental, disse que pelo menos 19 pessoas, com idades entre 15 e 21 anos, morreram.

A Reuters não pôde verificar de forma independente os relatos, pois os serviços de internet e celular em partes de Rakhine foram cortados pela junta de Mianmar e as tentativas de contato com os residentes de Kyauktaw não tiveram êxito.

Um porta-voz dos militares não atendeu às ligações telefônicas para comentar o assunto.

"O ataque se soma a um padrão de violência cada vez mais devastador no Estado de Rakhine, com crianças e famílias pagando o preço mais alto", disse o Unicef.

O Estado de Rakhine, que faz fronteira com Bangladesh, tem sido palco de intensos combates durante meses entre os militares e o Exército Arakan, que busca maior autonomia para a província costeira.

Há muito tempo, é um dos Estados mais problemáticos de Mianmar, onde o Programa Mundial de Alimentos alertou sobre o aumento da fome e da desnutrição, inclusive entre a comunidade muçulmana Rohingya, perseguida por sucessivas administrações regionais.

QUASE 500 ATAQUES AÉREOS

Cerca de 500 ataques aéreos lançados em todo o país pelos militares no último mês mataram mais de 40 crianças e atingiram 15 escolas, informou o Governo de Unidade Nacional.

Os militares estão aumentando o uso do poder aéreo, com 1.134 ataques aéreos entre janeiro e maio, muito mais do que os números correspondentes de 197 e 640 em 2023 e 2024, segundo o Armed Conflict Location & Event Data Project.

Um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, Mianmar tem sido dominado pela violência desde um golpe militar de 2021 que depôs um governo eleito liderado pela ganhadora do Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi.

Depois que os protestos em todo o país contra a junta foram brutalmente esmagados, o movimento de oposição se transformou em uma resistência armada contra os militares, que têm sido atacados por uma combinação de exércitos étnicos estabelecidos e novos grupos.

Após quatro anos de extensão do regime de emergência, os militares formaram um governo interino no mês passado e se comprometeram a realizar uma eleição em várias fases a partir de 28 de dezembro, enquanto o chefe da junta, Min Aung Hlaing, permanece no comando como presidente interino.

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