Estudantes iranianos protestam pelo segundo dia consecutivo em algumas universidades
Estudantes realizaram protestos que levaram a confrontos em várias universidades iranianas pelo segundo dia consecutivo neste domingo, de acordo com agências de notícias locais e publicações nas redes sociais, com o Irã enfrentando um aumento do contingente militar dos Estados Unidos enquanto busca chegar a um acordo nuclear com Washington.
A nova agitação segue-se às manifestações contrárias ao governo do mês passado, nas quais milhares de pessoas foram mortas no pior conflito interno desde a Revolução Islâmica do Irã em 1979.
A TV estatal iraniana transmitiu vídeos do que disse ser indivíduos "que fingiam ser estudantes" atacando estudantes a favor do governo em Teerã que participavam de protestos para condenar os distúrbios de janeiro, com esses indivíduos supostamente ferindo estudantes ao atirar pedras.
Protestos também ocorreram em universidades em Mashhad, no nordeste, de acordo com vídeos publicados pelo grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, que afirmou que a intervenção das forças de segurança nos protestos causou ferimentos.
No sábado, um vídeo supostamente mostrava fileiras de manifestantes na Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, chamando o líder supremo aiatolá Ali Khamenei de um "líder assassino" e pedindo que Reza Pahlavi, filho exilado do xá derrubado do Irã, seja o novo monarca.
Os recentes protestos, que começaram em dezembro devido às dificuldades econômicas e rapidamente se tornaram políticos, foram reprimidos na mais violenta repressão desde a Revolução Islâmica de 1979.