1º de outubro - Policial faz a segurança atrás de barricada com placa em que se lê "Por causa da paralisação do governo federal todos os parques nacionais estão fechados", em frente ao Lincoln Memorial, em Washington
Foto: AP
1º de outubro - Membro da polícia de parques dos EUA coloca fita para fechar o acesso ao Lincoln Memorial, em Washington
Foto: AP
1º de outubro - O prédio do Capitólio, em Washington, é refletido na água na manhã desta terça-feira, no dia seguinte após os congressistas não chegarem a um acordo para impedir a paralisação do governo americano
Foto: AP
1º de outubro - Grades impedem o acesso ao Memorial da Segunda Guerra Mundial, em Washington
Foto: AFP
1º de outubro - Aviso alerta os visitantes para o fechamento do Museu Nacional de História Americana, em Washington
Foto: AFP
1º de outubro - Turistas se reúnem em frente a grades que impedem o acesso ao monumento National Mall, em Washington
Foto: AFP
1º de outubro - Aviso alerta para o fechamento do Museu Nacional Aeroespacial, em Washington
Foto: AFP
1º de outubro - Policial ajusta placa que alerta sobre o fechamento do Lincoln Memorial, em Washington
Foto: AP
1º de outubro - Sinal vermelho próximo ao Capitólio, em Washington
Foto: AP
1º de outubro - Em Nova York, a estátua da Liberdade também ficou fechada
Foto: AP
1º de outubro - Um impasse como esse não aconteceia há 17 anos
Foto: AP
1º de outubro - O Monte Rushmore fica em Keystone, na Dakota do Sul
Foto: AFP
1º de outubro - Casal que viajou da Carolina do Sul para ver o Monte Rushmore, localizado na Dakota do Sul, encontrou o parque nacional do monumento fechado em função do embate entre governo e oposição nos EUA
Foto: AFP
2 de outubro - Pete Bolinger, veterano da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coreia, senta solitário em banco do Memorial da grande guerra em Washington
Foto: AFP
2 de outubro - Barricadas impedem a entrada de funcionários e visitantes em frente ao Museu Nacional do Índio Americano, em Washington
Foto: AP
2 de outubro - O deputado federal republicano Louie Gohmert conduz visitantes em um tour no Capitólio, em Washington
Foto: Reuters
2 de outubro - Equipe envolvida em construção trabalha a portões fechados no Zoológico Nacional, em Washington
Foto: Reuters
2 de outubro - Seguranças conferem identidade de motorista na entrada do Zoológico Nacional, em Washington; o zoológico é um dos tantos pontos turísticos que
Foto: Reuters
Compartilhar
Publicidade
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou parte de uma viagem há tempos planejada para a Ásia e deixou o restante do percurso em suspenso, nesta quarta-feira, à medida que o governo dos EUA entra no segundo dia de uma paralisação sem um final à vista para o impasse no Congresso.
Obama desistiu de duas paradas em uma turnê planejada a quatro países e deixou as visitas para outros dois países no ar, segundo comunicado da Casa Branca. O presidente disse a seus homólogos na Malásia e nas Filipinas que não conseguiria encontrá-los como planejado, e um funcionário da Casa Branca disse que o presidente está estudando se vai comparecer a cúpulas diplomáticas na Indonésia e em Brunei.
"Continuaremos avaliando essas viagens com base em como os eventos se desenrolam ao longo da semana", disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden. Originalmente, Obama deveria partir dos Estados Unidos no sábado e voltar uma semana depois.
O presidente não tem apenas que lidar com o impasse orçamentário e seus efeitos, mas enfrenta uma crise ainda maior no Congresso, que irá colocar os Estados Unidos sob o risco de não pagar suas dívidas, se não for aprovado o aumento do teto da dívida pública norte-americana.
O secretário do Tesouro, Jack Lew, disse que os Estados Unidos vão exaurir sua capacidade de empréstimo até 17 de outubro.
A briga entre os democratas, de Obama, e os republicanos sobre a capacidade de endividamente do governo está rapidamente se fundindo com o impasse sobre o financiamento diário do governo, que forçou a primeira paralisação federal em 17 anos e colocou centenas de milhares de funcionários públicos em licença não remunerada.
Consequências internacionais
O anúncio da Casa Branca sobre a viagem à Ásia seguiu-se a um dia infrutífero no Capitólio, em que parlamentares democratas e republicanos não chegaram nem um pouco mais perto de resolver suas diferenças.
Obama acusou os republicanos de fazerem o governo de refém para sabotar sua lei de reforma do sistema de saúde, o programa social norte-americano mais ambicioso em cinco décadas e aprovado há três anos.
Republicanos na Câmara dos Deputados enxergam essa lei como uma extensão perigosa do poder do governo, e vincularam seus esforços para miná-la com as tentativas contínuas de bloquear o financiamento do governo. O Senado, controlado pelos democratas, rejeitou repetidamente esses esforços.
O impasse levantou novos temores sobre a capacidade do Congresso de realizar suas funções básicas e ameaça atrapalhar uma recuperação econômica ainda frágil. "É uma bagunça. Uma verdadeira confusão", disse a parlamentar democrata Louise Slaughter, de Nova York.
Enquanto agências governamentais paravam funções que variam do tratamento contra o câncer a transações comerciais, os republicanos na Câmara buscavam restaurar os fundos para os parques nacionais, a assistência aos veteranos e ao Distrito de Columbia, a capital.
Um esforço para aprovar as três leis não deu certo na noite de terça-feira, mas os republicanos pretendem tentar de novo na quarta. Provavelmente, serão derrotados pelo Senado controlado pelos democratas.
"Isso é importante - um parque? Que tal as crianças que precisam de creche?", disse o parlamentar democrata Sander Levin, de Michigan. "Você tem que libertar todos os reféns. Cada um deles".
O revés na viagem à Ásia, programada para reforçar o compromisso dos EUA na região, é a primeira consequência internacional óbvia dos problemas em Washington. "Eles paralisaram o governo por uma cruzada ideológica para negar saúde acessível a milhões de americanos", disse Obama na terça-feira.
"Desculpe, pessoal. A América está fechada", diz um dos memes que circula nesta terça-feira nas redes sociais em razão da greve funcionários públicos
Foto: Instagram / Reprodução
Em outra imagem, mexicanos aproveitam a greve para ultrapassar a fronteira com os Estados Unidos: "Rápido, é a nossa chance"
Foto: Instagram / Reprodução
Em referência ao seriado 'House of Cards', imagem mostra o presidente da Câmara, John Andrew Boehner, na "'asa da Sujeira' (em tradução livre)
Foto: Twitter / Reprodução
"Ei pessoal, quem quer tirar o dia de folga e visitar algumas strippers?", diz imagem que mostra o ex-presidente Bill Clinton
Foto: Instagram / Reprodução
Internautas mostram qual seria o verdadeiro motivo da greve: o interesse do presidente Barack Obama no lançamento do game GTA
Foto: Instagram / Reprodução
"Então o governo está em greve? Nunca pensei que eles estivessem trabalhando", diz imagem que mostra o Willy Wonka, personagem de 'A Fantástica Fábrica de Chocolate'
Foto: Instagram / Reprodução
"Deixe-me enumerar o quanto eu ligo", diz imagem de Obama
Foto: Twitter / Reprodução
"Sério, quem liga?", diz outra imagem em referência à greve dos funcionários públicos
Foto: Twitter / Reprodução
"Se o governo americano está em greve, quem vai financiar os terroristas?", ironizam internautas
Foto: Twitter / Reprodução
Compartilhar
Publicidade
Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.