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Estados Unidos

Imagens dolorosas do 11/9 inundam a TV 10 anos depois

6 set 2011 - 18h31
(atualizado às 19h00)
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Uma década após os atentados do 11/9, os nova-iorquinos se preparam para reviver mais uma vez a trágica queda das Torres Gêmeas, as imagens que voltarão a se repetir ininterruptamente nas televisões dividem opiniões entre os familiares das vítimas e os afetados pelo atentado. Apenas a ideia de voltar a ver as Torres Gêmeas caindo, uma imagem que aparece com insistência na maior parte dos canais nos Estados Unidos, deixa Barahen Ashrafi sem palavras. Ela perdeu seu marido Mohammed no restaurante do último andar da Torre Norte, onde trabalhava como garçom no dia dos atentados.

"É doloroso demais, não posso deixar de pensar que meu marido estava aí", relembra à Agência Efe essa imigrante bengali que dois dias após perder Mohammed deu à luz a seu filho, e que depois "não podia suportar continuar em Nova York" e teve que se mudar para Oklahoma. Não é a mesma opinião que tem Rafael Hernández, um bombeiro mexicano que viveu três meses no Marco Zero e que agora, 10 anos depois, ainda permanece na Big Apple. Ele sofre as sequelas do 11/9 e pede para "não esquecer nunca" o que aconteceu naquela fatídica manhã de setembro.

"Para mim, ver todas essas imagens não é um incômodo. Traz muitas e dolorosas lembranças, mas as pessoas não devem esquecer o 11/9", assegurou Hernández à Efe, apesar de reconhecer que para muitas famílias será um momento "difícil". A tragédia de 11/9 será lembrada por muitas coisas, entre elas por ser a primeira na história em que milhões de pessoas em todo o mundo foram testemunhas do golpe dos terroristas na silhueta de Manhattan, ao ver pela tela do televisor ao vivo e sem censura a destruição do World Trade Center.

A CBS vai transmitir no domingo "11S, dez anos depois", apresentado por Robert DeNiro, que criou o Festival de Tribeca inspirado nas cinzas do 11/9. Um dia antes a "MSNBC" vai exibir "ON native soil", narrado por Kevin Costner e Hillary Swank, sobre a Comissão do 11/9. Esse mesmo canal exibirá "Dias de destruição, uma década em guerra", sobre como o mundo mudou nestes 10 anos. O canal Nickelodeon também dedicará um especial para contar o que aconteceu naquele 11 de setembro para o público infantil.

Já a CNN prepara uma ampla cobertura para esta semana, que incluirá perfis de algumas testemunhas dos atentados, e os efeitos da tragédia na saúde de milhares de voluntários e trabalhadores dos serviços de emergência do Marco Zero. Para o professor de comunicação audiovisual e especialista em cultura popular da Universidade de Syracuse (Nova York), Robert Thompson, seria um "erro imperdoável" querer "apagar" esses dias na imprensa.

"Os aniversários são algo arbitrário, mas me preocuparia se ignorassem o que aconteceu naquele dia, porque nos ajuda a lembrar e a ver coisas com um olhar de retrospectiva", acrescentou o professor, que destacou "a importância para a sociedade de ter sempre presentes" as tragédias que marcam os povos. Thompson ressaltou que para qualquer pessoa que tenha perdido alguém, o 11/9 será muito doloroso, "agora e no resto de suas vidas", e em mais um aniversário como este, o décimo, porque as imagens da tragédia estarão "em todos lados e a toda hora".

Nestes dias, os canais temáticos também lembrarão o que significou a tragédia do 11/9 para Nova York, para os EUA e para o mundo, cada um com um olhar diferente. O National Geografic começou neste domingo uma entrevista com o ex-presidente George W. Bush, na qual fala sobre sua experiência após os atentados, enquanto o Discovery Channel inicia nesta terça-feira uma série especial de seis capítulos produzida por Steven Spielberg, "Rising: Reconstruindo o Marco Zero", sobre as obras no local.

O History Channel abrirá sua programação especial na sexta-feira com o documentário "11/9, os dias posteriores", produzido pelos cineastas Seth Skundrick e Nicole Rittenmeyer, a partir de milhares de horas de imagens gravadas nas horas e dias imediatamente após os atentados.

Também exibirão "Vozes do interior das torres", com os testemunhos gravados com as vítimas retiradas do World Trade Center e "102 minutos que mudaram a América", que poderá ser visto no mundo todo no dia 11 de setembro, na mesma hora em que o primeiro avião colidiu contra a torre norte (9h46 no horário de Brasília).

EFE   
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