EUA: "Me deixa entrar!", gritou o autor do massacre em escola
17 dez2012 - 17h55
(atualizado às 18h15)
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"'Me deixa entrar, 'me deixa entrar!", gritou o autor da matança às crianças e professores trancados numa das salas de aula da escola primária Sandy Hook, em meio a sua sangrenta matança, conta com incrível calma e agarrado a um ursinho de pelúcia o pequeno Nicholas Sabillon.
Flores e ursos de pelúcia homenageiam os mortos no massacre da escola em Newtown, em Connecticut
A porta foi trancada em uma rápida reação da professora de música, Maryrose Kristopik, o que salvou crianças e adultos, segundo o relato do menino de 9 anos entrevistado pela AFP junto com seus pais Jose e Sherry Sabillon, após a visita do presidente Barack Obama a Newtown.
O pequeno Nicholas conserva muitas imagens do que aconteceu na sexta-feira, quando um jovem invadiu sua escola nesta cidade de Connecticut (nordeste dos Estados Unidos) e matou 26 pessoas, 20 delas crianças, antes de se suicidar.
"Quando escutamos os dois primeiros tiros, a senhorita Kristopik foi até a porta e outra professora correu pelo corredor. A senhorita Kristopik agarrou as chaves e fechou a porta. Ficamos todos na sala de música. Todo mundo estava aterrorizado e rezamos. Demos as mãos para não fazer nenhum barulho", recorda.
"Depois, ouvimos um vidro se quebrando, nos assustamos e ouvimos batidas na porta da sala do lado de fora. Estávamos todos chorando e escutamos o homem dizer ''Me deixa entrar, me deixa entrar!'", contou, imitando a voz grave de Adam Lanza, autor da matança. "Não abrimos a porta, que estava fechada à chave e por sorte ele logo foi embora", acrescenta.
Quando a polícia se identificou e a porta foi finalmente aberta, Nicholas viu as forças de segurança avançando com suas armas apontando para o restante das salas. "Havia centenas e centenas de policiais e SWAT (membros da força de intervenção rápida) por todos os lados e alguns guardas nacionais. Corremos todos. Entramos no quartel de bombeiros para ficar seguros", explica.
Foi nesse lugar, para onde foram evacuados todos os alunos, em que os pais de Nicholas se reencontraram com seu filho, após viver momentos de interminável angústia, como conta Sherry Sabillon. "Foi a coisa mais aterrorizante do mundo", disse a mulher de cerca de quarenta anos, cabelo loiro e óculos, que afirmou estar bem agora.
Quando recebeu a primeira mensagem de texto informando sobre um tiroteio em Dickinson Drive, a rua da escola, Sherry afirmou não ter se preocupado muito, pensando que se tratava de uma bala perdida de algum caçador que tinha alcançado de maneira acidental o quartel de bombeiros.
Logo depois chegou outra mensagem informando que o tiroteio era na escola e então Sherry telefonou imediatamente para o serviço de urgência 911, a polícia de Newtown e seu marido, que já estava a caminho do colégio.
"Dirigi até a escola e entrei no quartel de bombeiros e, por sorte, em uma esquina estava um dos amigos de Nicholas, de 9 anos, e seu pai me disse 'Está tudo bem, está aqui comigo'", relata. "Estava tão aliviada que comecei a abraçá-los e beijá-los. Nicholas estava ao lado deles e comecei a abraçá-lo e beijá-lo", acrescenta emocionada.
Nesses primeiros momentos após a tragédia, a polícia não forneceu muita informação sobre o que aconteceu, nem sequer aos familiares dentro do quartel de bombeiros, se limitando a falar de três adultos feridos e sem mencionar nenhuma criança. "Deixamos o lugar pensando que se tratava apenas de adultos", diz, ainda comovida.
Sherry Sabillon afirma não ter dúvidas de que seu filho escapou são e salvo da matança graças ao heroísmo do pessoal da escola: "Os professores deram suas vidas", afirmou. Alguns dias depois da tragédia, a mãe afirma que Nicholas parece estar bem e que não teve pesadelos. Os Sabillon levaram seu filho à vigília de domingo à noite, que contou com a participação do presidente norte-americano Barack Obama, porque pensaram que ia fazer bem a Nicholas estar "com toda a comunidade".
Um memorial improvisado foi criado perto da entrada da Escola de Sandy Hook para as vítimas do tiroteio
Foto: Reuters
Ursinho é deixado em homenagem às crianças mortas
Foto: Reuters
Segundo o governador do Estado de Connectict, o atirador do massacre cometeu suicídio assim que ouviu a chegada dos policiais
Foto: Reuters
Fiéis deixam a missa realizada neste domingo em Newtown por conta do atentado
Foto: AFP
Outra fiel reza em altar improvisado para as vítimas do tiroteio depois de assistir a missa na igreja de St Rose of Lima
Foto: AFP
Grupo de freiras e fiéis chega para a missa
Foto: AFP
15 de dezembro
Foto: Terra
O ataque deixou 27 mortos
Foto: Reuters
Morador de New Jersey Steve Wruble, que foi transferido para Connecticut para auxiliar os residentes locais, chora por vítimas
Foto: Reuters
População deixa mensagens em homenagem aos estudantes e vítimas do tiroteio
Foto: Reuters
Família deixa flores em memorial próximo da escola de Sandy Hook
Foto: Reuters
A ONG Rio de Paz realizou uma homenagens na praia de Copacabana
Foto: Reuters
Uma mulher coloca uma flor perto das cruzes plantadas pela ONG Rio de Paz em memória das vítimas do tiroteio na escola dos EUA
Foto: Reuters
Voluntários colocam uma faixa preta em homenagem as vítimas em um carro dos bombeiros
Foto: Reuters
Uma barbearia presta homenagens as vítimas do massacre em um recado na porta
Foto: Reuters
Veículos da Cruz Vermelha estacionam próximos a escola onde ocorreu o massacre
Foto: Reuters
Diversas homenagens foram realizadas para as vítimas do massacre de sábado nos EUA
Foto: Reuters
14 de dezembro
Foto: Reprodução
Imagem fornecida por canal de televisão mostra Ryan Lanza, irmão do atirador Adam Lanza, sendo escoltado pela polícia nesta sexta-feira; Adam, 20 anos, abriu fogo dentro de escola primária onde a mãe trabalhava
Foto: AP
Fãs fazem silêncio em homenagem a vítimas do tiroteio de Connecticut antes do jogo da NBA entre Utah Jazz e Phoenix Suns
Foto: AFP
Obama enxuga as lágrimas enquanto fala sobre o tiroteio na Casa Branca
Foto: AFP
Velas são acesas durante oração por vítimas de massacre em Connecticut
Foto: Reuters
Pessoas rezaram na Igreja de Santa Rosa após o tiroteio na escola em Connecticut
Foto: AFP
Casal chora durante missa por mortos
Foto: AP
Crianças se assustam com o tiroteio na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no Estado de Connecticut
Foto: Reuters
Garoto chora ao contar o que aconteceu dentro da escola Sandy Hook
Foto: Reuters
Mulher chora e conversa com um policial enquanto espera por informações da irmã, uma professora do colégio
Foto: AP
Uma das alunas da escola chora após deixar o prédio
Foto: AP
Mulher abraça a filha após o tiroteio em Newtown, no estado de Connecticut
Foto: AP
Mulheres se abraçam após o crime em uma escola primária de Newtown, em Connecticut
Foto: Reuters
Criança observa policiais e bombeiros ao redor do colégio
Foto: Reuters
Jovens se abraçam e observam a ação dos bombeiros e policiais
Foto: AP
Mãe abraça a filha, aluna da escola que foi alvo de um atirador
Foto: AP
Familiares choram após o tiroteio na escola Sandy Hook, em Newtown
Foto: Reuters
Mulher chora e aguarda por notícias perto da escola onde ocorreu o tiroteio
Foto: AP
Mulher chora ao falar no telefone enquanto espera por notícias da irmã, uma professora na escola Sandy Hook
Foto: AP
Mulher consola um menino do lado de fora da escola, em Newtown
Foto: Reuters
Menina chora enquanto é levada no colo pelo pai
Foto: Reuters
Pai segura a filha no colo após o tiroteio na escola primária
Foto: Reuters
Menina é levada pelo pai após ser retirada da escola
Foto: Reuters
Familiares se abraçam enquanto aguardam por notícias, em Newtown
Foto: Reuters
Carros formam fila em frente à Escola Elementar Sandy Hook, em Newtown
Foto: Reuters
Mulher segura a filha no colo após um homem iniciar um tiroteio na escola primária
Foto: Reuters
Pais foram à escola buscar seus filhos após o tiroteio; o número de vítimas ainda não foi confirmado
Foto: Reuters
Mulher conversa com um policial perto do local do crime
Foto: Reuters
Policiais patrulham as ruas perto da escola primária Sandy Hook
Foto: Reuters
Pais de alunos da escola Sandy Hook conversam com um policial
Foto: Reuters
Policiais armados caminham em meio a pais que levam seus filhos embora
Foto: AP
Imagem aérea mostra o local onde fica a escola que foi alvo de um atirador
Foto: AP
Parentes de alunos e funcionários da escola primária em Newtown reagem durante a espera por notícias
Foto: AFP
Fiéis, cidadãos e parentes de vítimas reúnem-se para oração em igreja metodista de Newtown
Foto: AFP
Jornalistas aglomeram-se em torno de apartamento que teria relação com o tiroteio na escola primária
Foto: AFP
O tenente Paul Vance (esquerda) passa informações à imprensa
Foto: AFP
Oficiais monitoram a movimentação de profissionais da imprensa em frente a apartamento de Connecticut; o local e seus residentes teriam relação com o tiroteio que deixou 27 mortos em Newtown
Foto: AFP
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Foto: Terra
Mulher presta homenagem em frente a memorial improvisado em homenagem aos mortos em Sandy Hook Village
Foto: AP
Ataúde com o corpo do menino Jack Pinto, 6 anos, chega para velório em Newtowne, em Connecticut
Foto: Reuters
Pessoas se abraçam enfrente a Casa Funerária Honan, em Newtown, onde o menino Jack Pinto, 6 anos, é velado nesta segunda-feira
Foto: Reuters
Bandeira americana é vista a meio mastro em frente ao Capitólio, o Parlamento americano, em Washington, em homenagem às crianças mortas em Newtown
Foto: Reuters
Nomes de vítimas são vistos em memorial improvisado em homenagem às vítimas
Foto: AP
Homem carrega flores ao se dirigir para funeral na área de Sandy Hook Village
Foto: AP
Urso de pelúcia é molhado pela chuva que cai nesta segunda-feira sobre memorial em homenagem às crianças mortas na área de Sandy Hook
Foto: AP
Pessoas se abraçam ao deixarem o velório de menino Jack Pinto, 6 anos, em Newtown
Foto: Reuters
Mãe e filha choram após deixarem velório nesta segunda-feira
Foto: Reuters
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Foto: Terra
O caixão de James Mattioli, 6 anos, é carregado para a igreja Saint Rose of Lima, em Newtown, enquanto sua mãe Cindy (centro) e sua irmã Anna chegam para o velório. Mattioli é uma das 20 crianças mortas no massacre da última sexta-feira
Foto: AFP
Ataúde levando o corpo de menino de 6 anos morto no massacre na escolar Sandy Hook chega à igreja para ser velado, em Newtown
Foto: AP
Pessoas chegam para o funeral do menino James Mattioli nesta terça-feira
Foto: Reuters
O caixão do menino James Mattioli, 6 anos, é levado para igreja em Newtown
Foto: Reuters
Ônibus escolares chegam à escola Newtown High School nesta terça-feira. Colégios locais voltaram às aulas nesta terça-feira
Foto: Reuters
Lily Willinger, 2 anos, acaricia o cão Tilley
Foto: AP
Addison Strychalsky, 2 anos, e sua mãe, Jennifer, brincam com Tilley, outro golden enviado a Newtown para ajudar na recuperação do trauma causado pela tragédia
Foto: AP
Addison Strychalsky, 2 anos, acaricia o golden Libby, enviado a Newtown para ajudar os sobreviventes a se recuperarem da tragédia da última sexta. A iniciativa é da Igreja Luterana Charities. Em 2008, os cães confortaram as pessoas abaladas por um tiroteio na Universidade de Illinois
Foto: AP
Foto: Terra
Familiares e amigos participaram da cerimônia de despedida à Jessica Rekos, 6 anos, uma das vítimas do massacre de Newtown
Foto: Arilda Costa / vc repórter
Foto: Terra
Familiares de estudantes mortos no ataque à escola do Realengo ocorrido no ano passado lembram a tragédia que aconteceu há uma semana, nos Estados Unidos
Foto: AP
Maria Julia, 8 anos, prima de uma menina que morreu no ataque a uma escola do Realengo, no Rio de Janeiro, em abril de 2011, segura um cartaz que diz "O mundo pede paz" em uma manifestação para homenagear as vítimas do tiroteio em Newtown, nos Estados Unidos
Foto: AP
Mulher seca as lágrimas de um homem diante de um local dedicado a homenagens, em Newtown
Foto: AP
O governador de Connecticut, Dan Malloy (centro), faz um minuto de silêncio pelas vítimas do ataque, em Newtown
Foto: AP
Bombeiros de Newtown se abraçam durante minuto de silêncio
Foto: Reuters
Familiares de vítimas do ataque à escola se abraçam ao lembrar a tragédia uma semana depois, em Newtown, Connecticut. Todos os Estados do país fizeram um minuto de silêncio nesta sexta-feira. Na cidade que foi cenário do atentado, os sinos tocaram 26 badaladas, o número de mortos. As pessoas pararam o que estavam fazendo e foram para a rua, em meio à chuva, para lembrar as vítimas
Foto: Reuters
Em Connecticut, o dia foi de homenagem às vítimas do massacre, ocorrido há uma semana
Foto: AP
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Foto: Terra
Pessoas choram durante a passagem de carro fúnebre levando o corpo da menina Emilie Parker, 6 anos, durante funeral em Ogden, Estado americano de Utah. Emilie e josephine Gay foram enterradas neste sábado. Elas foram as últimas duas das 27 vítimas, incluindo 20 crianças, do atirador Adam Lanza a serem enterradas
Foto: AP
Os pais da menina Emilie Parker, Alissa Parker (esq.) e Robbie Parker (centro), acompanham com suas outras filhas o funeral em Ogden, Utah
Foto: AP
Menina observa ataúde carregando caixão da menina Josephine Gay antes de velório na igreja Rose of Lima, em Newtown
Foto: AP
Amigos e familiares da família de Emily se abraçam durante o funeral em Ogden, Utah
Foto: AP
Claudia Wardle chora durante o serviço fúnebre da menina Emilie Parker
Foto: AP
Amigos e familiares da família de Emily se abraçam durante o funeral em Ogden, Utah
Foto: AP
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