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Simpatizantes de Trump condenam violência, mas não o culpam

Apoiadores do presidente não responsabilizam o republicano pela invasão do Capitólio

8 jan 2021 12h54
| atualizado às 17h47
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Eddie Emerson jogou sua linha de pescar em um lago no oeste do Texas em busca de trutas e de uma resposta para a pergunta sobre como ele se sentia em relação à invasão do Capitólio dos EUA por apoiadores de Trump.

Manifestantes pró-Trump invadem o Capitólio em Washington
06/01/2021
Brendan Gutenschwager/via REUTERS
Manifestantes pró-Trump invadem o Capitólio em Washington 06/01/2021 Brendan Gutenschwager/via REUTERS
Foto: Reuters

Apoiador do presidente Donald Trump, Emerson disse não gostar da violência que viu na TV na quarta-feira: pessoas derrubando barricadas, entrando em confronto com a polícia e invadindo o prédio em Washington que abriga o Senado e a Câmara dos Deputados.

Mas repetindo um sentimento sustentado por muitos simpatizantes de Trump, Emerson expressou frustração com o que chamou de hipocrisia daqueles que condenaram os distúrbios, mas fizeram vista grossa para a violência nos protestos do movimento Black Lives Matter no verão passado.

"E quanto a Portland?" ele perguntou, apontando para os meses de protesto e confusão na maior cidade do Oregon. "Quando é a esquerda por trás da violência, é só eles expressando sua voz, sua criatividade."

Em duas dezenas de entrevistas com apoiadores de Trump em partes profundamente conservadoras do Texas e da Geórgia, eles condenaram a violência de quarta-feira, mas ao mesmo tempo não responsabilizaram o presidente.

Em vez disso, eles disseram que entenderam a raiva por trás do ato, expressando sua própria irritação com o que acreditam ter sido uma eleição fraudulenta vencida pelo democrata Joe Biden.

Eles culparam os manifestantes de esquerda pela violência - sem apresentar qualquer evidência - e expressaram pouca esperança de que o país profundamente dividido se unificará em breve.

E ninguém se mostrou disposto a abandonar Trump, que tem insistido que venceu a eleição de 3 de novembro, fazendo alegações infundadas de fraude eleitoral que foram rejeitadas pelos tribunais.

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