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Scott Walker, o inimigo público número um dos sindicatos nos EUA

13 jul 2015 - 22h26
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Scott Walker, o 15º pré-candidato a entrar na corrida republicana para as eleições presidenciais de 2016, é conhecido por suas profundas convicções religiosas e uma rejeição visceral aos sindicatos, contra os quais se enfrentou frontalmente no estado do qual é governador, Wisconsin.

Em uma batalha legislativa que lhe situou em primeiro plano em nível nacional, Walker aprovou em 2011 uma lei que limita drasticamente a negociação sindical coletiva dos trabalhadores públicos, e conseguiu ser reeleito em 2012 em consulta popular.

Milhares de funcionários públicos se concentraram durante semanas perante o Capitólio de Madison, a capital de Washington, para expressar seu protesto perante a medida, algo do que Walker se mostra especialmente orgulhoso ao incluir imagens desses dias em seu vídeo de campanha como exemplo de sua capacidade de liderança.

"Se posso enfrentar 100.000 manifestantes, posso fazer o mesmo no mundo", declarou recentemente como resposta aos que duvidam de sua falta de experiência em política internacional.

A animosidade do âmbito sindical não diminuiu, e Richard Trumk, presidente da AFL-CIO, principal federação de trabalhadores dos EUA, qualificou hoje o governador de Wisconsin de "vergonha nacional".

Walker faz alarde de sua distância da burocracia de Washington com o aval das rigorosas receitas econômicas conservadoras que aplicou como governador, entre as quais inclui a redução de impostos e um pronunciado corte do gasto público para equilibrar as contas fiscais do estado.

Filho de um pastor batista e uma secretária, Walker cresceu no meio oeste dos Estados Unidos e teve que trabalhar lavando pratos e fazendo hambúrgueres para pagar seus estudos, algo que lembra de maneira habitual para ressaltar suas origens humildes.

Seus dotes de orador provêm de sua infância junto a seu pai, o pastor Llewellyn Walker, que levou várias vezes sua família a diferentes lugares do meio oeste rural dos EUA até finalmente instalar-se em Wisconsin, e a quem substituiu em mais de uma ocasião quando estava doente e o futuro governador não era mais que um adolescente.

Neste aspecto se encaixa perfeitamente com a base cristã conservadora do partido republicano, o que o transforma em um sólido candidato em estados como Iowa e Carolina do Norte, e reforçou em várias ocasiões sua oposição ao casamento gay, recentemente ratificado pela Corte Suprema dos EUA em uma histórica decisão.

De fato, Walker, de 47 anos, se afastou da igreja batista Underwood Memorial na cidade de Wauwatosa, nos arredores de Milwaukee, em 2003, justamente quando esta congregação decidiu aceitar as uniões homossexuais e colocar a bandeira do arco-íris na porta de igreja, e se transferiu à Meadowbrook Church, também batista, mas de caráter mais conservador e tradicional.

Em sua autobiografia "Unintimidated" ("Não intimidado", em tradução livre), publicada em 2013, Walker revela duas paixões: as motocicletas - possui uma Harley-Davidson Road King, presente de sua esposa Tonette, com a qual se orgulha de ter recorrido mais de 20.000 milhas em todos o país - e cantar nos karaokês, justamente o lugar onde se conheceram.

Para Tonette, com quem tem dois filhos, Walker dedicou uma versão do sucesso de Elvis Presley, "Can't Help Falling in Love", na noite de seu casamento.

EFE   
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