Al Gore teria sofrido acusação de assédio sexual em 2006
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore foi acusado de "conduta sexual não solicitada" por uma mulher no estado de Oregon em outubro de 2006. A suposta vítima, no entanto, não quis prosseguir o caso, de modo que nenhuma acusação formal foi apresentada, informaram nesta quarta-feira autoridades policiais.
O fiscal do distrito do condado de Multnomah (Oregon), Michael Schrunk, disse em comunicado publicado originalmente pelo tablóide National Enquirer que um advogado que representava a mulher entrou em contato com a Polícia no final de 2006.
A mulher, no entanto, se negou a ser entrevistada pelos detetives e não quis o prosseguimento da investigação sobre o suposto contato sexual de Gore durante uma visita a Portland.
Schrunk indicou que a Polícia de Portland, por razões não divulgadas, averiguou o caso o ano passado, mas também não apresentou acusações contra Gore.
Segundo Schrunk, se a suposta vítima e a Polícia de Portland desejam estudar a possibilidade de um processo judicial contra Gore, "será necessária uma investigação adicional" que "será discutida" com a Polícia dessa cidade.
O National Enquirer, que identificou a suposta vítima como uma massagista de 54 anos, disse que tem planos de publicar "documentos policiais secretos", uma foto da mulher e mais detalhes sobre "a calça que ela guardou como prova".
O incidente com Gore, vencedor do prêmio Nobel da Paz em 2007, supostamente ocorreu em um hotel de Portland em 24 de outubro de 2006, segundo o tablóide, que assegura, além disso, ter tido acesso a "uma nota fiscal de US$ 540 por uma massagem".
Uma porta-voz da família Gore, Kalee Kreider disse à imprensa que o ex-vice-presidente não fará comentários a respeito.
Gore e sua esposa, Tipper, anunciaram sua separação no último dia 1º, após 40 anos de casados.