Absolvição de mãe acusada de matar filha de 2 anos comove EUA
6 jul2011 - 06h42
(atualizado às 08h13)
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A absolvição da americana Casey Anthony, 25 anos, da acusação de assassinar a filha Caylee, de 2, provocou uma verdadeira comoção nos Estados Unidos, expressa em programas de TV e em redes sociais na internet.
Multidão que cercava a corte manifestou surpresa ao saber da absolvição de Casey Anthony, 25 anos
Foto: Reuters
O julgamento foi acompanhado passo a passo pelos americanos ao longo das últimas seis semanas, em um dos casos policiais de maior repercussão no país nos últimos anos.
Muitos analistas chegaram a comparar o júri que inocentou Anthony ao do caso do jogador de futebol americano O.J. Simpson, absolvido da acusação de matar a mulher em 1995.
Em vários programas de TV, apresentadores discutiram o veredicto do caso Anthony. Uma apresentadora de um programa popular da TV a cabo afirmou que respeitava a decisão do júri, mas que achava que "o diabo está comemorando". Dois apresentadores da rede CBS choraram no ar.
Vários termos ligados ao julgamento de Anthony estiveram ao longo desta semana entre os principais tópicos de mensagens postadas no Twitter. No Facebook, grupos discutiam o veredicto.
Filas no tribunal
Durante o julgamento, longas filas se formavam diariamente em frente ao tribunal em Orlando por pessoas que disputavam ferozmente os ingressos para assistir aos depoimentos.
Após o anúncio do veredicto, os advogados de defesa de Casey Anthony criticaram duramente a cobertura do caso pela imprensa americana, afirmando que ela havia condenado sua cliente antes mesmo da decisão judicial.
Anthony foi inocentada por um júri popular na Flórida da acusação de ter sufocado Caylee em 2008 com fita adesiva sobre sua boca e seu nariz. Ela também era acusada de ter jogado o seu corpo em decomposição em um bosque perto de sua casa, em Orlando, após circular por vários dias com ele no bagageiro de seu carro.
A mãe somente comunicou o desaparecimento da filha à polícia após um mês. Primeiro, alegou que a criança tinha sido sequestrada pela babá; depois, durante o julgamento, disse que a menina tinha se afogado acidentalmente em uma piscina.
Festas e tatuagem
Os promotores também alegaram que, durante o período em que Caylee já estava desaparecida, o comportamento de Anthony foi incompatível com o de uma mãe preocupada com a filha - ela teria frequentado festas e feito uma tatuagem com os dizeres "Bella Vita" (vida bela).
A tese da defesa era de que Caylee teria morrido afogada por acidente na piscina da casa dos avós e que Casey Anthony e seu pai, George Anthony, teriam entrado em pânico e escondido o corpo por medo da polícia. O avô da menina negou essa versão.
A autópsia do corpo de Caylee não conseguiu chegar a uma conclusão sobre as causas de sua morte. Este seria, segundo analistas, um dos principais motivos para a absolvição.
Se Anthony fosse considerada culpada de assassinato, poderia ser condenada à pena de morte. Ela acabou sendo considerada culpada apenas de mentir à polícia durante as investigações. A sentença deverá ser anunciada na quinta-feira, mas Anthony possivelmente será libertada por já ter passado quase três anos presa.
"Novela"
O julgamento de Anthony Casey também levou especialistas a discutirem por que o caso ganhou tanta atenção do público americano.
Para Robert Thompson, professor de cultura popular da Universidade Syracuse, de Nova York, o fato não é surpreendente. "Você tem essa história incrivelmente trágica de uma criança morta, que não poderia ser mais dramática", disse ele à BBC.
Ele comenta ainda que alguns detalhes tornaram o caso ainda mais incomum, como os 31 dias que se passaram até que Anthony relatasse o desaparecimento da filha e personagens fictícios que ela criou durante seus depoimentos, como a suposta babá e um namorado rico que seria o pai da filha.
"Havia essa mulher bonita contando histórias que pareciam não se encaixar. Se alguém estivesse escrevendo o caso como uma história de crime de ficção, ninguém acreditaria", comentou Thompson.
Para ele, coberturas de casos como esse criam um efeito dominó. "Quanto mais detalhes as pessoas recebem, mais elas querem. Os espectadores são atraídos como em uma novela de TV", disse.
O jornalista Eric Deggans, do jornal St Petersburg Times, da Flórida, tem uma visão parecida. "É uma novela da vida real, tem todos os ingredientes que você poderia esperar de um episódio de L.A. Law ou de Law and Order acontecendo na vida real", disse.
Mãe e filha
Para Robin Simon, professora de sociologia da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, uma das razões para o interesse na história é o fato de ela contrariar a noção que a sociedade tem sobre a ligação que uma mãe deve ter com seus filhos.
"A atenção que foi gerada com a mídia não seria tão significativa se fosse um pai assassinando seu filho", disse.
Para ela, o caso é um triste reflexo da sociedade americana moderna. "Um jornalista estava entrevistando as pessoas na fila para o tribunal. Uma mulher disse: 'Não posso esperar para ver. É o melhor reality show'", contou. "A mulher então riu. Ela nem percebeu que era um caso real com pessoas reais. É nojento", disse.
Para Thompson, por maior que tenha sido o interesse sobre o caso nas últimas semanas, ele vai logo se dissipar.
"O interesse vai embora e esperamos pelo próximo caso. Os noticiários diários na TV a cabo precisam desse tipo de coisas, então, podemos esperar pelo próximo julgamento do século daqui a 13 meses", diz.
Americana Casey Anthony, acusada de matar a filha de 2 anos, Caylee Marie Anthony, em 2008, conversa com a advogada Dorothy Clay Sims durante seu julgamento por homicídio no Tribunal do Condado de Orange, em Orlando, Flórida. O caso mobiliza os Estados Unidos e é comparado em notoriedade com o julgamento de O.J. Simpson
Foto: AP
Casey Anthony chora durante audiência do julgamento, que poderá condená-la a pena de morte. A acusação garante que a filha de dois anos morreu após a mulher colocar fitas adesivas na boca e no nariz da criança
Foto: AP
Avós da criança morta, Cindy e George Anthony, deixam tribunal depois de ouvir a primeira parte dos argumentos da filha. Defesa garante inocência da mulher e sustenta que criança teria se afogado na piscina da casa da família
Foto: AP
Advogada Linda Drane Burdick defende Casey Anthony, durante julgamento no tribunal da Flórida. Antes de apresentar a alegação de que a criança morreu afogada, Casey chegou a afirmar que uma babá havia sequestrado a filha
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Casey Anthony contou no julgamento que foi abusada pelo pai quando era criança e chegou fazer um teste de DNA para saber se ele também era o pai de Caylee
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Promotor José Baez faz pronunciamento durante o julgamento que chama atenção dos Estados Unidos
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Foto: Terra
A Americana Casey Anthony (dir.) e sua advogada Dorothy Clay Sims conversam durante seu julgamento por homicídio no Tribunal do Condado de Orange, em Orlando, Flórida
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Ronald Murdock, supervisor forense do Condado de Orange, descreve evidências do crime durante o julgamento de Casey Anthony
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Casey Anthony no tribunal antes do início do de seu julgamento por assassinato acompanhada pelo advogado de defesa, Jose Baez. Ela é acusada de matar sua filha de 2 anos de idade em 2008
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Casey Anthony conversa com seu advogado, Cheney Mason, antes de começar mais uma sessão de seu julgamento
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Cindy Anthony reage ao ver uma foto da neta em um monitor durante seu depoimento no julgamento de Casey Anthony
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Casey Anthony ouve atentamente o depoimento durante seu julgamento
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A americana acusada de matar a filha de dois anos acompanha o desenrolar de seu julgamento ao lado do advogado de defesa Cheney Mason
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Casey Anthony sai da sala no recesso de seu julgamento por homicídio no Tribunal do Condado de Orange, em Orlando, Flórida
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George Anthony acompanha os depoimentos no tribunal durante julgamento de sua filha Casey Anthony
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Casey Anthony durante seu julgamento por homicídio no Tribunal do Condado de Orange
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Durante o depoimento do especialista forense, Dr. Spitz, Casey Anthony olha para baixo quando as fotos do crânio de sua filha, Caylee Marie, são mostradas no tribunal. Ela evita olhar as imagens
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Cindy Anthony, a avó de Caylee Marie Anthony, também olha para o lado quando o crânio da menina é mostrado
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Casey Anthony aguarda, na mesa da defesa, o início de mais uma etapa de seu julgamento por homicídio
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Casey Anthony suprime uma risada, olhando para o advogado de defesa Cheney Mason, durante seu julgamento por assassinato
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Casey Anthony conversa com seu advogado Cheney Mason durante mais uma audiência de seu julgamento por assassinato
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Jane Bock, botânica forense, testemunha no julgamento de Casey Anthony, em Orlando, Flórida
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Casey Anthony fala com o promotor Jose Baez durante recesso da audiência
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O promotor José Baez (esq.) conversa com o advogado Jeff Ashton em mais uma audiência do julgamento de Casey Anthony
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A garrafa encontrada na cena do crime, onde Caylee Anthony foi encontrada é mostrada pelo advogado de defesa José Baez durante o julgamento por assassinato de Casey Anthony
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O juiz Belvin Perry (esq.) conversa com os advogados de defesa Cheney Mason e Jose Baez
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A acusada chora em partes da audiência
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Lee Anthony testemunha no caso contra sua irmã Casey Anthony
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Casey Anthony se senta à mesa com seus advogados de defesa Cheney Mason (esq.) e Anne Finnell (dir.), antes do início de seu julgamento por homicídio no Tribunal do Condado de Orange, em Orlando, na Flórida
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Casey Anthony na pausa da audiência de seu julgamento, que poderá condená-la a pena de morte
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A acusação garante que a filha de dois anos morreu após Casey Anthony colocar fitas adesivas na boca e no nariz da criança
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A americana Casey Anthony, acusada de matar a filha de 2 anos, Caylee Marie Anthony, em 2008, durante seu julgamento por homicídio no Tribunal do Condado de Orange, em Orlando, Flórida. O caso mobiliza os Estados Unidos e é comparado em notoriedade com o julgamento de O.J. Simpson
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Casey Anthony volta ao tribunal do condado de Orange, onde é julgada pela morte da filha de dois anos
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Casey Anthony, 25 anos, volta ao tribunal nesta quinta. Ela é julgada pela morte da filha, Caylee
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Krystal Holloway, que afirma ter mantido um relacionamento com o pai de Casey, depõe
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George Anthony, pai de Casey, acompanha os depoimentos
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Cindy, a mãe, e Lee, o irmão da acusada conversam durante a sessão
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Caso seja considerada culpada pela morte da filha, a americana Casey Anthony, 25 anos, pode ser condenada à pena de morte. A jovem alega inocência e diz que a menina tinha sido sequestrada pela babá. O caso vem mobilizando diariamente os americanos
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Casey Anthony olha para o lado quando a foto do crânio de sua filha, Caylee Anthony, é exibida na argumentação de seu julgamento por homicídio no tribunal do condado de Orange, em Orlando, na Flórida, nesta segunda-feira
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Casey Anthony, com sua advogada, Dorothy Clay Sims, no último dia de argumentos no seu julgamento, no tribunal do condado de Orange, em Orlando, na Flórida
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A mãe acusada de matar a filha de dois anos, Casey Anthony, segura uma porção de papéis durante uma pausa no último dia de argumentos em seu julgamento por homicídio no tribunal do condado de Orange, em Orlando, na Flórida
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Casey Anthony pode ser condenada a pena de morte pelo assassinato de sua filha de dois anos
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Casey Anthony enxuga as lágrimas em mais uma audiência de seu julgamento por assassinato
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Casey Anthony, acusada de matar a filha de dois anos, chora quando são apresentados argumentos de fechamento em seu julgamento. Anthony pode enfrentar a pena de morte se for condenado por essa acusação
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Casey Anthony desvia o olhar quando é mostrado o crânio de sua filha durante o julgamento no qual ela é acusada de matar a filha de dois anos
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Casey Anthony antes do início da audiência no tribunal do condado de Orange, em Orlando, Flórida. O juiz, inesperadamente, pediu recesso por tempo indeterminado na manhã de sexta-feira para que a defesa tomasse depoimentos de testemunhas da acusação
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Cindy Anthony usa um bracelete em homenagem à sua neta, Caylee Anthony, durante o último dia de argumentos no julgamento da filha, Casey Anthony
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Casey Anthony durante a audiência de seu julgamento que definirá sua inocência
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Casey Anthony e seu advogado, Jose Baez(esq.), após o anúncio de Casey ter sido considerada inocente da acusação de assassinato
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Casey Anthony aguarda a chegada dos membros do júri para o início do segundo dia de deliberações do seu julgamento
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Casey Anthony aguarda o fim da audiência que decidirá sobre sua inocência, no tribunal do condado de Orange, em Orlando, Flórida
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Cindy Anthony espera o anúncio do veredicto sobre o julgamento de Casey, acusada de matar a filha de dois anos
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Casey chora ao lado de seu advogado ao ser inocentada. Ela era acusada pela morte da filha de dois anos, sufocada com fita adesiva. O caso tomava conta dos debates nos EUA
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Mulher protesta contra a absolvição de Sasey Anthony em frente à corte de Orlando, na Flórida
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Casey Anthony, 26 anos, chega à corte para ser julgada por mentir à polícia
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O advogado Cheney Mason, que defende Casey Anthony no processo, chega ao tribunal
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Casey Anthony conversa com sua advogada na sessão em que o juiz a condenou por mentir à polícia, em Orlando. Casey recebeu uma sentença de quatro anos de prisão, mas pode ser libertada entre o final de julho e agosto porque já passou quase três anos presa antes do julgamento pela morte de sua filha
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