Estados Unidos: Human Rights Watch teme pela segurança de manifestantes contra visita de Xi Jinping
O presidente chinês, Xi Jinping, realiza uma visita de Estado aos Estados Unidos de quarta-feira (23) a sexta-feira (25), a convite de Donald Trump. No contexto do encontro, a Human Rights Watch (HRW) manifesta preocupação com a segurança dos participantes de manifestações contra o governo chinês.
A Human Rights Watch alertou sobre os riscos à segurança de manifestantes durante o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump nos EUA. A ONG teme novas agressões físicas por grupos pró-Pequim, a exemplo do ocorrido na cúpula da Apec em 2023, além de intimidações como denúncias de dissidentes à polícia de imigração americana. Segundo a entidade, os direitos humanos não devem ser debatidos pelos líderes, gerando receio e silenciamento na diáspora chinesa.
No escritório da ONG Human Rights Watch em Nova York, há poucas expectativas de que os direitos humanos ocupem espaço nas discussões entre Xi Jinping e Donald Trump. "Eles não estarão sobre a mesa", afirma Maya Wang, diretora-adjunta da divisão Ásia.
A preocupação agora está voltada para a segurança dos opositores ao governo chinês. Eles poderão ser alvo de agressões, como ocorreu em 2023, durante a cúpula da Apec, em São Franciso. Na ocasião, vários manifestantes ficaram feridos em confrontos com grupos que haviam comparecido para apoiar a visita do presidente chinês.
O medo de ser denunciado à polícia de imigração
"O governo chinês tem como alvo dissidentes no exterior por meio de intimidação. Seu método consiste em estimular a violência de membros da diáspora que são leais ao governo, para que as vozes críticas sejam silenciadas, marginalizadas e amedrontadas. Os responsáveis pelas agressões contra os manifestantes em São Francisco nunca foram processados", afirma Maya Wang.
A diretora da HRW levou essas acusações ao Congresso americano, em Washington. A ONG aponta ainda para um nível adicional de ameaça. Alguns membros da diáspora preferiram não participar dos protestos contra a visita de Xi Jinping. O temor agora é ser identificado ou até mesmo denunciado à polícia de imigração americana (ICE).
Esta será a segunda cúpula entre os líderes das duas maiores potências econômicas mundiais neste ano, depois da visita de Donald Trump a Pequim, em maio, e o terceiro encontro presencial entre os dois desde o retorno do presidente americano à Casa Branca, em janeiro de 2025.
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