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Especialistas de armas químicas entram em local de suposto ataque com gás em cidade síria

17 abr 2018
13h33
atualizado às 13h36
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Inspetores internacionais de armas químicas chegaram nesta terça-feira à cidade síria de Douma, alvo de um suposto ataque químico, dias depois que os Estados Unidos, Reino Unido e França conduziram ataques aéreos para punir Damasco pelo incidente.

Veículo da ONU levando integrantes da Organização para Proibição das Arms Químicas (Opaq) em Damasco
17/04/2018 REUTERS/Omar Sanadiki
Veículo da ONU levando integrantes da Organização para Proibição das Arms Químicas (Opaq) em Damasco 17/04/2018 REUTERS/Omar Sanadiki
Foto: Reuters

A televisão estatal síria reportou que especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) haviam entrado em Douma, onde países ocidentais dizem que dezenas de civis foram sufocados até a morte no dia 7 de abril.

A França disse ser muito provável que evidências do ataque com gás químico desaparecessem antes que inspetores conseguissem chegar ao local. A Síria e a Rússia, sua aliada, negam que um ataque químico tenha ocorrido.

Douma agora está sobre controle de forças do governo sírio depois que os últimos rebeldes deixaram a área apenas algumas horas antes de forças norte-americanas, francesas e britânicas dispararem mais de 100 mísseis contra três instalações suspeitas de desenvolver ou armazenar armas químicas.

Os ataques aéreos de sábado foram os primeiros ataques coordenados do Ocidente contra o governo de Assad em uma guerra de sete anos que já matou mais de 500 mil pessoas e envolveu potências mundiais e Estados vizinhos.

A intervenção arriscou intensificar o confronto entre russos e o Ocidente, mas não teve nenhum impacto significativo no terreno, onde o presidente Bashar al-Assad está em sua posição mais forte desde o início da guerra e não mostra nenhum sinal de desacelerar sua campanha para derrotar a rebelião.

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