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Enviar fotos íntimas sem permissão é violência sexual, diz Justiça da Itália

Jurisprudência foi fixada pela Corte de Cassação

8 set 2020 - 15h10
(atualizado às 15h28)
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A Corte de Cassação da Itália, instância máxima do poder Judiciário no país, determinou que enviar fotos eróticas sem autorização se configura como uma "violência sexual".

Sede da Corte de Cassação, instância máxima da Justiça da Itália
Sede da Corte de Cassação, instância máxima da Justiça da Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A jurisprudência foi fixada pela terceira seção penal do tribunal, ao negar o recurso apresentado por um homem de 32 anos acusado de mandar mensagens e imagens explícitas via WhatsApp a uma adolescente.

Além disso, o suspeito ainda teria exigido que a vítima enviasse fotos a ele, sob a ameaça de publicar suas conversas na internet. No recurso à Corte de Cassação, a defesa havia dito que, "na ausência de encontros com a pessoa ofendida ou da indução de práticas sexuais", o caso não poderia ser tratado como ato de violência.

O objetivo era reverter o regime de prisão domiciliar preventiva imposta ao suspeito durante o inquérito. No entanto, o tribunal decidiu que a violência sexual aparece "bem definida, mesmo na ausência de contato físico, quando os atos envolvem a corporeidade sexual da pessoa ofendida ou são finalizados a comprometer o bem primário da liberdade individual para satisfazer o próprio instinto sexual".

Segundo a Corte de Cassação, a prisão preventiva também se justifica porque o suspeito é "reincidente, tendo adotado as mesmas posturas com outras menores de idade, demonstrando não saber controlar os próprios impulsos".  

Ansa - Brasil
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