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Enviado de Putin diz que Rússia e EUA discutem acordos conjuntos, incluindo data centres

16 out 2026 - 14h35
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Resumo
Após firmarem um acordo sobre diesel, Rússia e EUA negociam novos projetos conjuntos, incluindo data centres movidos a energia nuclear de pequena escala, revelou o enviado russo Kirill Dmitriev. Apesar das sanções e da resistência política mútua em meio à guerra na Ucrânia, o negociador afirmou que a cooperação econômica avança independentemente de um cessar-fogo definitivo, impulsionada pelo interesse de Washington em reduzir os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato.

Rússia ‌e EUA estão discutindo uma série de novos projetos conjuntos, incluindo data centres movidos a energia nuclear, na esteira do acordo sobre diesel firmado na semana passada, disse nesta sexta-feira o enviado para investimentos do presidente Vladimir Putin.

Kirill Dmitriev afirmou que as sanções dos EUA ⁠representam sérios obstáculos e criticou como "equivocada" a Lei Graham, assinada pelo ‌presidente dos EUA, Donald Trump, no mês passado, que visa reduzir as receitas energéticas da Rússia por meio de sanções e tarifas.

No ‌entanto, ele disse que os dois países ‌estão considerando outras formas de cooperação econômica na esteira do ⁠acordo sobre o diesel.

"Também estamos discutindo projetos conjuntos na área de data centres russos e norte-americanos, inclusive com o uso de usinas nucleares de pequena escala", acrescentou ele, sem dar detalhes.

Neste mês, a Ucrânia atacou centros de dados do grupo de tecnologia russo Yandex e ‌do grupo bancário e tecnológico Sberbank, no que classificou como uma resposta ‌a ataques russos contra ⁠instalações ucranianas.

Dmitriev, figura-chave ⁠nas negociações entre a Rússia e os EUA para pôr fim à guerra ⁠na Ucrânia, vem há muito ‌tempo pressionando por uma série ‌de acordos potenciais ambiciosos, inclusive sobre minerais e energia.

O Kremlin tem manifestado frustração pelo fato de os EUA, até agora, terem vinculado tais acordos a um acordo de paz, que continua ⁠indefinido.

Mas Dmitriev demonstrou otimismo de que isso está mudando.

"Naturalmente, o progresso é bastante difícil; há resistência — resistência generalizada, na verdade — de vários setores. No entanto, como demonstra o exemplo do diesel, acredito que em breve anunciaremos várias outras iniciativas ‌significativas. O gelo, de fato, começou a se quebrar", disse ele na conferência Russian Energy Week, em Moscou.

"Estamos efetivamente implementando projetos com ⁠os Estados Unidos da América neste exato momento e continuaremos a fazê-lo até que a operação militar especial chegue ao fim", acrescentou ele, usando o termo do Kremlin para se referir à guerra.

Dmitriev disse que o Tesouro dos EUA havia solicitado ao fundo soberano da Rússia, que ele dirige, que ajudasse a resolver questões complexas de pagamento relacionadas ao acordo sobre o diesel.

O acordo anunciado por Trump há uma semana envolve o fornecimento de diesel russo aos mercados dos EUA e globais, a fim de reduzir o preço do combustível — uma prioridade para o presidente dos EUA antes das eleições de meio de mandato do próximo mês.

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