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Entre mortos e refugiados, um filho de Kadafi ainda é procurado

21 out 2011 - 10h27
(atualizado às 11h39)
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Depois da morte de Muammar Kadafi e de um de seus filhos, Moutassim, a justiça internacional segue em busca apenas de Seif al-Islam, o filho que era considerado o herdeiro político do ex-ditador. Os outros filhos de Kadafi e sua esposa, Safiya, morreram ou estão refugiados na Argélia ou Níger.

Vídeo mostra suposto corpo de Kadafi em Sirte:

Seif al-Islam, o ex-reformista
Geralmente apresentado como o futuro sucessor do pai, Saif al-Islam ("Espada do Islã" em árabe) é o primeiro filho de Kadafi com a segunda esposa, Safiya Farkash. Nascido em 25 de junho de 1972, doutor em Filosofia pela London School of Economics e considerado durante muito tempo um "reformista", Saif al-Islam ficou conhecido pelo papel de mediador no caso das enfermeiras búlgaras libertadas em 2007 após oito anos de detenção. Também negociou os acordos de indenização às família das vítimas do atentado de Lockerbie.

No entanto, ele prometeu "banhos de sangue" no início da rebelião e atualmente está sendo procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade.

Mohamed, o primogênito influente e discreto
Mohamed Kadafi, nascido em 1970, é o primogênito e único filho do ex-líder líbio com sua primeira esposa, Fatiha al-Nuri, da qual se divorciou em 1970. Mohamed é um homem de contatos, influente e discreto. Ele presidia a agência das telecomunicações e o Comitê Olímpico Nacional. Está refugiado na Argélia desde 29 de agosto.

Saadi, o jogador de futebol
Nascido em 25 de maio de 1973, Saadi era o atleta. Capitão da seleção nacional de futebol, foi contratado em 2003 pelo Peruggia (primeira divisão italiana), mas mal teve a chance de pisar no gramado. Foi suspenso por três meses por um exame antidoping positivo para nandrolona.

Presidente do conselho de administração da Libyan Arab Foreign Investment Company, dona de 7,5% das ações da Juventus de Turim, renunciou ao futebol para comandar uma unidade militar de elite. Se refugiou em Níger em 11 de setembro.

Hannibal, o habitué das delegacias
Nascido em 1978, o militar de formação foi a origem das tensões diplomáticas com a Suíça. Foi detido ao lado da esposa Alina em 2008, em Genebra, acusado de violência contra empregadas domésticas, e posteriormente libertado sob fiança. Além do fim do processo judicial, Trípoli exigiu um pedido de desculpas do governo suíço. O caso foi arquivado. Em 2005, a justiça francesa o condenou a quatro meses de prisão preventiva por maus-tratos a companheira grávida. Está refugiado na Argélia.

Aisha, a advogada
Nascida em 1977, esta elegante mulher de longo cabelo louro é advogada. Presidiu a fundação de caridade Waatassimu. Em 2001, foi advogada do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. Em missão nas Filipinas, negociava com os radicais islâmicos do Abu Sayyaf a libertação de reféns ocidentais. Se refugiou em 29 de agosto na Argélia, onde deu à luz a uma menina.

Moutassim , o militar
Nascido em 1975, médico e militar de carreira, comandou o Conselho de Segurança Nacional e era o principal rival de Saif al-Islam. Suspeito de tentativa de golpe de Estado, voltou a receber o apoio do pai após um exílio no Egito. Morreu ao lado do coronel líbio em Sirte.

Saif al-Arab, oficial
Nascido em 1980, Saif al-Arab era o mais discreto dos filhos de Kadafi. Simples oficial formado na Alemanha, era muito ligado ao pai. Segundo várias fontes, morreu em 30 de abril em um bombardeio da Otan.

Khamis, braço armado do regime
Nascido em 27 de maio de 1983, Khamis era o filho mais novo de Kadafi. Formado na Rússia, recebeu o comando da unidade de elite das forças especiais. Teve um papel importante na repressão da revolta em Benghazi. A base militar que comandava em Trípoli foi a última a ser bombardeada pela Otan na capital, em 27 de agosto.

As novas autoridades anunciaram sua morte em 28 de agosto. Uma emissora de televisão pró-Kadafi confirmou a notícia em 17 de outubro.

Muammar Kadafi também tinha dois filhos adotivos. Um homem, Milad, muito discreto, e uma filha, Hannah, que teria falecido em 1986, quando tinha 15 meses, em um bombardeio americano sobre Trípoli - outras informações da imprensa dão conta de que ela teria sobrevivido ao ataque.

Insurreição líbia culmina com queda de Sirte e morte de Kadafi

Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.

A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque.

Dois meses depois, os rebeldes invadiram Beni Walid, um dos últimos bastiões de Kadafi. Em 20 de outubro, os rebeldes retomaram o controle de Sirte, cidade natal do coronel e foco derradeiro do antigo regime. Os apoiadores do CNT comemoravam a tomada da cidade quando os rebeldes anunciaram que, no confronto, Kadafi havia sido morto. Estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham morrido desde o início da insurreição.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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