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Entenda por que Macron usou óculos escuros durante discurso na Suíça

Segundo o Palácio do Eliseu, o presidente da França sofreu o rompimento de um vaso sanguíneo no olho direito

20 jan 2026 - 17h06
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Emmanuel Macron, presidente da França, participou do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, com óculos escuros
Emmanuel Macron, presidente da França, participou do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, com óculos escuros
Foto: REUTERS/Denis Balibouse

O presidente da França, Emmanuel Macron, chamou a atenção ao discursar no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta terça-feira, 20, enquanto usava um par de óculos escuros. De acordo com o Palácio do Eliseu, o uso do acessório tem um motivo de saúde. 

"Ele está usando óculos por conta da sensibilidade à luz, enquanto trata a lesão mencionada na semana anterior", declarou uma fonte próxima ao presidente francês à Reuters

A condição dos olhos de Macron já havia chamado a atenção na última quinta-feira, 15, quando apresentou vermelhidão durante um discurso em uma base aérea. 

O presidente da França chegou a assegurar ao público que a irritação não era 'nada sério'. Segundo o Eliseu, a lesão foi causada pelo rompimento de um vaso sanguíneo e garantiu não se tratar de nenhuma condição contagiosa ou infecciosa. 

Críticas a 'ambições imperiais' e 'vassalagem'

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou as "ambições imperiais" e a "vassalagem" na geopolítica mundial, em clara alusão às ações do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem intensificando as investidas para tomar a Groenlândia da Dinamarca.

Macron discursou no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, poucas horas depois de Trump expor, nas redes sociais, uma mensagem privada do líder francês questionando o presidente americano sobre a Groenlândia e sugerindo realizar uma cúpula do G7 em Paris.

O embate tem como pano de fundo o recente anúncio dos EUA de tarifas alfandegárias de 10% contra produtos da França e de mais sete países europeus que se posicionaram em defesa da soberania dinamarquesa na ilha do Ártico. Além disso, Trump ameaçou taxar vinhos franceses em 200% se Macron recusar o convite para um assim chamado "Conselho da Paz" para a Faixa de Gaza.

"Estamos chegando a uma fase de instabilidade e desequilíbrio tanto para a segurança quanto para a economia, com mais de 50 guerras, ainda que me digam que algumas foram resolvidas", disse Macron, ironizando a reivindicação de Trump de ter solucionado oito conflitos pelo mundo no ano passado.

"É uma passagem rumo a um mundo sem regras, onde a lei internacional é pisoteada e as ambições imperiais voltam à superfície", acrescentou o presidente da França.

Segundo ele, as novas tarifas anunciadas pelos EUA são "inaceitáveis", ainda mais quando "usadas como instrumento contra a soberania territorial".

"A França e a Europa dão grande importância à soberania e à independência. Por isso decidimos deslocar forças para a Groenlândia", justificou Macron, para quem é preciso "descartar a aceitação passiva da lei do mais forte, que leva à vassalagem e à política do sangue".

A crise nas relações transatlânticas deve ser tema de uma reunião de emergência de líderes da União Europeia na próxima quinta-feira, 22, em Bruxelas.

Fonte: Portal Terra
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