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Em resposta à proposta dos EUA, Irã pede desbloqueio dos ativos congelados e fim de sanções

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, nesta segunda-feira (18), que o país respondeu à proposta mais recente dos Estados Unidos para tentar acabar com a guerra no Oriente Médio. O anúncio foi feito poucas horas após o presidente americano, Donald Trump, renovar as ameaças contra Teerã.

18 mai 2026 - 14h30
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"Nossas preocupações foram transmitidas à parte americana", declarou o porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que as trocas continuam com Washington "por meio do mediador paquistanês". O Irã está "plenamente preparado para qualquer eventualidade", acrescentou ele, um dia após novas ameaças de Donald Trump.

O porta-voz destacou as reivindicações do regime, que incluem a liberação dos ativos iranianos congelados no exterior e o fim das sanções de longa data. "Os pontos apresentados são exigências iranianas que têm sido firmemente defendidas pela equipe iraniana em cada rodada de negociações", ressaltou.

Além disso, Baghai também sustentou uma outra condição, segundo a qual os Estados Unidos devem pagar reparações de guerra a Teerã. O porta-voz alegou que o conflito é "ilegal e sem fundamento".

Posições distantes

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 8 de abril, após quase 40 dias de bombardeios, negociações estão em andamento entre as duas partes na tentativa de se chegar a um acordo. No entanto, as posições de Washington e Teerã continuam distantes, especialmente no que diz respeito à questão do programa nuclear iraniano. 

A agência de notícias iraniana Fars informou no domingo (17) que Washington apresentou uma lista de cinco pontos que inclui a exigência de que o Irã mantenha apenas uma instalação nuclear em funcionamento e transfira sua reserva de urânio altamente enriquecido para os Estados Unidos. Por outro lado, o governo americano não aceitou desbloquear "nem sequer 25%" dos ativos congelados do Irã ou a pagar indenizações pelos danos de guerra, apontou a Fars.

Nesta segunda‑feira, a agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte anônima próxima da equipe iraniana de negociação, afirmou que "ao contrário dos textos anteriores, os americanos haviam aceitado, em um novo documento, suspender temporariamente as sanções petrolíferas durante o período das discussões". Mas os Estados Unidos não comentaram essas declarações até o momento.

Em uma proposta anterior, enviada na semana passada, o Irã havia solicitado o fim da guerra em todas as frentes, incluindo a campanha de Israel no Líbano, assim como o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos em vigor desde 13 de abril. O regime também pediu o fim de todas as sanções dos Estados Unidos e a liberação de seus ativos congelados no exterior.

Gestão do Estreito de Ormuz

A Fars destacou que a proposta iraniana, enviada nesta segunda-feira aos Estados Unidos, enfatiza que Teerã continuará a administrar o estratégico Estreito de Ormuz. O local por onde circulava cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra segue interditado pelo regime, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos realizam um bloqueio dos portos iranianos. 

A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou, nesta segunda-feira, começar a cobrar pelo uso dos cabos submarinos que atravessam o Estreito de Ormuz, observando que qualquer perturbação nesses equipamentos poderia causar perdas de "centenas de milhões de dólares por dia" à economia mundial. Em uma mensagem no Telegram, o exército ideológico da República Islâmica afirmou que, em nome da "soberania absoluta" do Irã sobre suas águas territoriais, o país "poderia declarar que todos os cabos de fibra óptica que atravessam a via marítima estão sujeitos a autorizações, monitoramento e pedágios".

Já o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano anunciou a criação de um novo órgão para administrar o estreito. Em sua conta oficial na rede social X, o órgão compartilhou uma publicação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) na qual afirma que oferecerá "informações em tempo real sobre as operações" na passagem marítima.

Com informações da AFP

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