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Em meio à ofensiva diplomática, Rússia bombardeia regiões estratégicas da Ucrânia

Enquanto Europa e Estados Unidos discutem medidas diplomáticas para se chegar a um acordo de paz, a Rússia segue bombardeando a Ucrânia. Nos últimos dias, os ataques se intensificaram. Durante a noite de terça para quarta-feira (20), os alvos foram principalmente nas regiões de Odessa e Sumy.

20 ago 2025 - 11h27
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Enquanto Europa e Estados Unidos discutem medidas diplomáticas para se chegar a um acordo de paz, a Rússia segue bombardeando a Ucrânia. Nos últimos dias, os ataques se intensificaram. Durante a noite de terça para quarta-feira (20), os alvos foram principalmente nas regiões de Odessa e Sumy.

Socorrista em ação após um ataque aéreo em Okhtyrka, na região de Sumy, na Ucrânia, em 20 de agosto de 2025.
Socorrista em ação após um ataque aéreo em Okhtyrka, na região de Sumy, na Ucrânia, em 20 de agosto de 2025.
Foto: AFP - HANDOUT / RFI

Segundo a agência de notícias russa Interfax, o Ministério da Defesa teria anunciado o ataque a uma instalação portuária usada para fornecer combustível às forças ucranianas. O nome do porto bombardeado não foi revelado. O ministério também informou a captura das cidades de Novoheorhiivka, Pankivka e Sukhetse, no leste da Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou também que a Rússia havia atacado um centro de distribuição de gás na região de Odessa, no sul do país.

"Todos esses são ataques demonstrativos que apenas confirmam a necessidade de pressionar Moscou e de impor novas sanções e novas taxas alfandegárias até que a diplomacia seja totalmente eficaz", escreveu na rede X.

Pelo menos 14 pessoas, incluindo uma família com três filhos, ficaram feridas durante a noite em um ataque russo na região de Sumy, no norte do país, informou a primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko.

"A Rússia continua a manifestar seus temores por meio de atos de puro terrorismo em toda a Ucrânia, mais uma vez visando as casas de famílias e seus filhos adormecidos", escreveu Svyrydenko na rede X.

A região de Odessa, no sul da Ucrânia, também sofreu um ataque massivo de drones, informaram os serviços de emergência ucranianos, afirmando que o ataque feriu uma pessoa e provocou um grande incêndio em uma instalação de petróleo e energia.

Apoio dos EUA

Donald Trump, que recebeu Vladimir Putin na sexta-feira e, em seguida, Volodymyr Zelensky e líderes europeus na segunda-feira, descartou o envio de tropas terrestres americanas para a Ucrânia, mas acrescentou que os Estados Unidos poderiam fornecer apoio aéreo aos europeus como parte das garantias de segurança supostamente fornecidas à Ucrânia em caso de um acordo de paz com a Rússia.

O futuro da Ucrânia e as garantias para sua segurança são o foco das discussões entre os líderes militares da Otan durante uma videoconferência agendada para esta quarta-feira.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que o Kremlin está pronto para discutir os aspectos políticos da resolução do conflito, mas que "discutir garantias de segurança sem a Rússia é utópico, é um caminho que não leva a lugar nenhum". Lavrov afirmou que "questões de segurança coletiva" não podem ser abordadas "sem a Rússia".

Putin e Erdogan

Vladimir Putin conversou por telefone com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para discutir a Ucrânia e informá-lo sobre o conteúdo de sua reunião com Donald Trump na sexta-feira passada, informou o Kremlin.

O gabinete de Erdogan comunicou que a Turquia apoia os esforços que podem levar à paz permanente na Ucrânia com o envolvimento de todas as partes interessadas.

Já o papa Leão XIV pediu aos católicos que fizessem um dia de jejum e oração pela paz na Ucrânia e em outros países devastados pela guerra.

"Enquanto nossa Terra continua a ser ferida por guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em muitas outras regiões (...) convido todos os fiéis a observarem este 22 de agosto como um dia de jejum e oração", disse o pontífice durante sua audiência geral no Vaticano.

(Com informações da AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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