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Em dez meses, revolta e insurreição 'incendeiam' mundo árabe

21 out 2011 - 15h03
(atualizado às 15h47)
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Desde de 2010, uma série de protestos no mundo árabe culminaram com as quedas do regimes tunisiano, egípcio e líbio nos últimos dez meses. Conhecida como Primavera Árabe, a onda revolucionária pode trazer novas surpresas no Oriente Médio e no norte da África.

23 de março - Manifestantes contrários ao governo sírio comemoram o avanço dos protestos, na cidade de Daraa
23 de março - Manifestantes contrários ao governo sírio comemoram o avanço dos protestos, na cidade de Daraa
Foto: AP

Saiba mais sobre os movimentos de contestação:

Tunísia

No dia 17 de dezembro de 2010, a imolação de um jovem vendedor ambulante em Sidi Buzid detona o movimento de contestação. Em 14 de janeiro, o presidente Zine El Abidine Ben Ali se refugia na Arábia Saudita após 23 anos de reinado. Ben Ali foi condenado a mais de 66 anos de prisão. Uma Assembleia Constituinte, encarregada de redigir uma nova constituição, deverá ser eleita no dia 23 de outubro.

Egito

O dia 25 de janeiro de 2011 marca o início das manifestações que mobilizaram milhares de pessoas, principalmente na Praça Tahrir no Cairo. Em 11 de fevereiro, Hosni Mubarak, no poder por 30 anos, renuncia e entrega o poder ao exército. Aproximadamente 850 civis foram mortos durante a revolta.

O marechal Hussein Tantaui, chefe do Conselho Superior das Forças Armadas, assume a liderança do país. Eleições legislativas são previstas para o fim de novembro e uma eleição presidencial para 2012. O julgamento de Mubarak, acusado de corrupção e assassinato de manifestantes, começou no dia 3 de agosto.

Síria

O regime de Bashar al-Assad enfrenta uma contestação desde o dia 15 de março. Os militantes pró-democracia exigem a queda do regime e eleições livres. Apesar das sansões e ameaças de intervenção estrangeira, o presidente sírio ignora os apelos internacionais pelo fim da repressão que fez, segundo a ONU, mais de 3 mil mortos. A maior parte das correntes políticas de oposição ao regime de Damasco criou, no fim de agosto, o Conselho Nacional Sírio (CNS).

Iêmen

Um movimento de contestação começou em 27 de janeiro para reclamar a saída de Ali Abdallah Saleh, no poder desde 1978. O regime enfraqueceu depois da deserção de parte do exército, tribos e de intelectuais. Contudo, Saleh se recusa a deixar o poder, apesar das intensas pressões regionais e internacionais. A repressão já fez centenas de mortos.

Jordânia

A Jordânia enfrenta desde janeiro um movimento que exige reformas políticas e econômicas, assim como o fim da corrupção. Em 17 de outubro, o rei nomeou um juiz do Tribunal Internacional de Justiça, Aun Khassawneh, para o posto de primeiro-ministro.

Bahrein

O país conheceu em meados de fevereiro manifestações por reformas políticas, organizadas pelos xiitas, maioria da população. Tropas essencialmente sauditas foram enviadas para ajudar a monarquia sunita a conter a revolta. A repressão matou cerca de 30 pessoas. A tensão continua no país.

Líbia

Protestos contra o regime de Muammar Kadafi explodem do dia 15 ao 19 de fevereiro de 2011 no Estado líbio. A contestação, reprimida violentamente, atravessa o país e se transforma em guerra civil. Em março, uma operação é lançada por Washington, Paris e Londres sob mandato da ONU, antes da Otan assumir o comando. Os rebeldes tomam o controle de Trípoli em agosto e Kadafi entra na clandestinidade. O líder derrubado é assassinado na quinta-feira em Sirte, sua terra natal e seu último reduto. As novas autoridades são representadas pelo Conselho Nacional de Transição (CNT).

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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