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'Ela/Dela': Casa Branca informa que não responderá a jornalistas que indicarem seus pronomes de identificação

Governo de Donald Trump também proibiu formalmente funcionários federais de indicarem os pronomes pelos quais preferem ser chamados

14 abr 2025 - 19h41
(atualizado às 20h05)
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Resumo
A Casa Branca formalizou a proibição de funcionários usarem pronomes de identificação em e-mails, alegando posicionamento contra a 'ideologia de gênero', com impacto na população LGBTQIA+ e restrições durante o governo Trump.
Segundo o Serviço Nacional de Parques, ela é a árvore mais antiga dos jardins da Casa Branca.
Segundo o Serviço Nacional de Parques, ela é a árvore mais antiga dos jardins da Casa Branca.
Foto: Matt Wade/Wikimedia Commons / Flipar

A Casa Branca proibiu formalmente funcionários federais de indicarem os pronomes pelos quais preferem ser chamados (ele/dele, ela/dela, elu/delu)  em assinaturas de e-mail, o que classificou como um sintoma da "ideologia de gênero", e informou que não responderá a jornalistas que o fizerem.

Pessoas trans, não-binárias — que não se identificam como homens nem como mulheres — e aquelas que transitam entre os dois gêneros costumam indicar os pronomes de identificação, uma vez que sua identidade de gênero pode não ser óbvia para todas as pessoas.

Em pelo menos quatro ocasiões, assessores de imprensa seniores do presidente Donald Trump se recusaram a responder a perguntas de repórteres que haviam listado seus pronomes de identificação nas assinaturas de e-mail. Um dos casos envolveu um jornalista do The New York Times, o maior jornal dos Estados Unidos.

O repórter questionou o governo sobre o possível fechamento de um famoso observatório de pesquisa climática. Então, recebeu a seguinte resposta de Karoline Leavitt, secretária de Imprensa da Casa Branca: "Por uma questão de política, não respondemos a repórteres com pronomes em suas biografias."

Há algumas semanas, Katie Miller, consultora sênior do Departamento de Eficiência Governamental, também se recusou a responder a uma pergunta de um repórter que questionou o status legal dos registros do departamento. A resposta dada ao jornalista foi bastante similar à expressa por Karoline anteriormente.

"Por uma questão de política, não respondo pessoas que usam pronomes em suas assinaturas", escreveu Katie por e-mail. "Isso demonstra que ignoram as realidades científicas; portanto, ignoram os fatos."

A medida é mais uma de uma série que vem sendo adotadas desde o início do governo Trump para tolher os direitos da população LGBTQIA+, em especial de pessoas trans. Logo nas primeiras horas de seu segundo mandato, o presidente eliminou o termo "transgênero" em agências governamentais, assinou decreto que passou a reconhecer a existência de apenas dois gêneros e proibiu a participação de pessoas trans nas Forças Armadas. Esta última medida foi suspensa pela Justiça em março.

Fonte: Redação Terra
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