Do Texas a Michigan, 7 estados concentram disputas decisivas pelo Senado dos EUA
Democratas precisam conquistar ao menos 4 cadeiras para retomar controle
A disputa pelo controle do Senado dos EUA concentra-se em sete estados decisivos: Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio e Texas. Com 53 assentos republicanos contra 47 democratas, a oposição precisa conquistar quatro vagas para obter a maioria, essencial para validar nomeações do próximo governo. Marcadas por altos investimentos e o envolvimento de figuras como Donald Trump e Barack Obama, as campanhas mostram forte equilíbrio, inclusive em redutos tradicionalmente conservadores.
A disputa pelo controle do Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, cujas urnas foram abertas na manhã desta terça-feira (3), promete ser acirrada, com democratas e republicanos concentrando esforços em uma série de estados considerados estratégicos.
Atualmente, os republicanos detêm 53 das 100 cadeiras da Câmara Alta, contra 47 dos democratas. Para recuperar a maioria, a oposição precisa conquistar pelo menos quatro assentos.
O resultado terá impacto direto sobre a capacidade de articulação do próximo governo, já que cabe ao Senado, entre outras atribuições, aprovar indicações presidenciais para cargos importantes, incluindo os ministros da Suprema Corte.
Sete estados aparecem no centro da disputa, com cenários distintos e campanhas que mobilizam lideranças nacionais, grandes investimentos financeiros e estratégias eleitorais.
No Alasca, o senador republicano Dan Sullivan busca a reeleição contra a democrata Mary Peltola e outro candidato com o mesmo nome, também chamado Dan Sullivan.
O presidente dos EUA, Donald Trump, venceu no estado por 13 pontos percentuais em 2024, mas Sullivan aparece atrás de Peltola nas pesquisas mencionadas. A presença de um candidato homônimo também provocou controvérsia, com democratas sendo acusados de articular uma estratégia para dividir os votos conservadores.
Em Iowa, a decisão da senadora republicana Joni Ernst de não concorrer novamente abriu espaço para uma disputa entre a republicana Ashley Hinson e o democrata Josh Turek. Hinson aparece com uma pequena vantagem nas pesquisas.
No Kansas, o republicano Roger Marshall enfrenta o democrata Adam Hamilton em uma disputa mais competitiva do que o esperado.
A situação levou os republicanos a direcionar recursos adicionais ao estado para reforçar a campanha de Marshall. O desafio para os democratas é histórico: a última vez que o Kansas elegeu um senador democrata foi em 1932.
O Maine também entrou no radar dos dois partidos. A republicana Susan Collins tenta conquistar seu sexto mandato no Senado, mas enfrenta uma disputa mais difícil contra Troy Jackson. Ele entrou na corrida após Graham Platner deixar de ser o principal nome da disputa, em meio a uma polêmica envolvendo acusações de assédio sexual.
Em Michigan, a eleição ganhou projeção nacional. O democrata progressista Abdul El-Sayed enfrenta o republicano Mike Rogers, em uma campanha que conta com o envolvimento direto de importantes lideranças políticas. Trump visitou o estado em diversas ocasiões para apoiar Rogers, enquanto o ex-presidente Barack Obama fez campanha em favor de El-Sayed. O fato de o candidato democrata ser muçulmano também entrou no debate eleitoral: seu adversário o acusou de representar uma ameaça à segurança nacional.
No Ohio, o democrata Sherrod Brown disputa a reeleição contra o republicano Jon Husted, que assumiu a vaga deixada por J.D.
Vance após sua saída para disputar a Presidência. A eleição se tornou uma das mais caras do país. Até agora, os republicanos investiram US$ 232 milhões na disputa, enquanto os democratas desembolsaram US$ 118 milhões. As pesquisas mais recentes citadas apontam uma vantagem de três a cinco pontos percentuais para Brown.
Já no Texas, os democratas tentam encerrar um jejum que dura desde 1994, quando venceram pela última vez uma eleição para o Senado no estado. O candidato James Talarico busca mudar esse cenário diante do republicano Ken Paxton.
Embora Trump tenha vencido no Texas por 14 pontos percentuais em 2024, Paxton enfrenta uma disputa competitiva, apesar dos investimentos expressivos de republicanos e do empresário Elon Musk. .
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