Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Democratas prometem conter Trump enquanto ele exibe salão de baile da Casa Branca

5 nov 2026 - 09h03
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Impulsionados pela insatisfação popular com a guerra contra o Irã e a alta no custo de vida, os democratas conquistaram ampla maioria no Senado e na Câmara nas eleições de meio de mandato, prometendo conter o presidente Donald Trump. A derrota republicana rompeu hegemonias históricas em redutos conservadores como Texas e Kansas. Alheio ao revés, Trump focou sua primeira aparição pública pós-pleito na exibição das obras de um salão na Casa Branca, afirmando que usará seu poder de veto para negociar.

Os democratas prometeram ‌usar sua vitória retumbante nas eleições de meio de mandato para conter o presidente Donald Trump, o que pode levar a dois anos de impasse em Washington, enquanto Trump aproveitou sua primeira aparição pública após as eleições para exibir o salão de baile da Casa Branca, ainda em construção.

Uma onda de indignação contra as políticas de Trump, especialmente o papel da guerra entre EUA e Irã no aumento ⁠do custo de vida, ajudou os democratas a conquistarem o Senado, onde conseguiram reverter assentos em Estados tradicionalmente ‌republicanos, garantindo uma maioria de pelo menos 54 a 44. Os democratas também conquistaram pelo menos 30 assentos em virada na Câmara dos Deputados.

Será a primeira vez que Trump, um republicano que também ‌ocupou a Casa Branca de 2017 a 2021, terá de lidar ‌com os democratas controlando ambas as câmaras do Congresso.

O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, ⁠disse na quarta-feira que a futura maioria terá como foco a acessibilidade financeira e a responsabilidade.

"Não trabalhamos para Donald Trump", declarou Jeffries, um parlamentar de Nova York que está a caminho de se tornar o primeiro presidente negro da Câmara, aos repórteres na quarta-feira. "Trabalhamos para o povo norte-americano. E os dias em que a Câmara dos Deputados funcionava como uma subsidiária integral do governo Trump acabaram."

"PARA MIM, É RELAXANTE"

Trump, ‌que havia dedicado sua última aparição pública antes das eleições, na segunda-feira, a falar sobre as reformas que ‌está realizando no Espelho D'Água do ⁠Memorial Lincoln, convocou repórteres ⁠na manhã seguinte à derrota esmagadora de seu partido nas eleições de meio de mandato para exibir o salão de ⁠baile que está construindo na Casa Branca.

"Quando sou criticado, do ‌tipo: 'Por que você está reformando a ‌Casa Branca?', eu respondo que estou fazendo isso porque a Casa Branca é o símbolo máximo dos Estados Unidos e precisa estar impecável, precisa ser perfeita", disse Trump. "Para mim, é relaxante."

Ele se referiu apenas brevemente às eleições durante sua aparição de quase uma hora, dizendo aos repórteres: "Provavelmente vou ⁠me dar bem com os democratas, a menos que eles queiram ser destrutivos, mas tenho o poder de veto."

Trump apresentou as eleições de meio de mandato como um referendo sobre a primeira metade de seu segundo mandato de quatro anos na Casa Branca, instando repetidamente sua base republicana a "fingir que estou na cédula eleitoral", uma mensagem que os líderes do ‌Partido Democrata ficaram felizes em amplificar.

O resultado: eleitores em redutos conservadores que impulsionaram o presidente ao seu segundo mandato há apenas dois anos mudaram drasticamente de lado em favor dos democratas, motivados por ⁠uma profunda frustração com a impopular guerra contra o Irã, ansiedade em relação ao alto custo de vida e raiva pela forma como Trump tem administrado o país.

No Texas, o maior Estado liderado pelos republicanos até terça-feira, os democratas encerraram uma sequência de derrotas que durava décadas de forma arrasadora, conquistando sua primeira cadeira no Senado no Estado desde 1988 e derrotando o governador Greg Abbott.

O Kansas elegeu seu primeiro senador democrata desde a Grande Depressão, há quase um século, e na Carolina do Sul — Estado onde Trump venceu por quase 18 pontos em 2024 —, os democratas derrotaram o candidato ao Senado escolhido a dedo por ele.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra