Aliado de Trump anuncia saída da liderança republicana na Câmara
Presidente da Câmara dos Representantes não disputará o comando da bancada em 2027 após vitória dos democratas nas eleições legislativas.
Após a derrota republicana nas eleições legislativas dos EUA, que deu a maioria do Congresso aos democratas, o presidente da Câmara, Mike Johnson, anunciou que deixará a liderança partidária em dois meses e não disputará o cargo na próxima legislatura. Aliado crucial de Donald Trump, Johnson alegou sacrifícios familiares ao abrir mão do posto, agora disputado por Steve Scalise e Jim Jordan. O cenário impõe novos entraves à aprovação da agenda de Trump nos últimos dois anos de seu mandato.
Patrícia Vasconcellos, de Washington, especial para a RFI
A derrota dos republicanos nas eleições legislativas dos Estados Unidos provocou a decisão de uma mudança futura na liderança do partido no Congresso. O atual presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, anunciou nesta quarta-feira (4) que não vai disputar a liderança republicana na próxima legislatura, que começa em janeiro de 2027.
Johnson, deputado pela Louisiana e um dos principais aliados de Donald Trump no Congresso, preside a Câmara desde outubro de 2023. Conservador e integrante do Partido Republicano, ele teve papel central na aprovação de propostas defendidas pela Casa Branca durante o segundo mandato de Trump.
Reeleito deputado nas eleições de terça-feira (3), Johnson decidiu que vai deixar o comando da bancada em dois meses. Em carta aos colegas, justificou a decisão citando os sacrifícios impostos à família pelo exercício do cargo.
Os republicanos Steve Scalise e Jim Jordan disputam a sucessão. O anúncio ocorre depois da vitória dos democratas, que conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado.
Questionado na noite de terça-feira se Johnson era um bom líder, Trump respondeu que sim. Com a oposição no controle das duas casas do Congresso a partir de janeiro, o presidente norte-americano enfrentará novos obstáculos para aprovar sua agenda nos dois últimos anos de mandato.
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