Demissões de funcionários abalam Ministério da Cultura da Itália
Meloni reiterou seu apoio ao ministro Alessandro Giuli
O Ministério da Cultura da Itália foi abalado nos últimos dias pela demissão de dois dos principais assessores do titular da pasta, Alessandro Giuli.
Emanuele Merlino, que chefiava a secretaria técnica, e Elena Proietti, responsável pela secretaria pessoal do ministro, são considerados aliados da primeira-ministra do país, Giorgia Meloni.
De acordo com a imprensa local, ambos foram demitidos após a recusa do comitê de cinema do Ministério da Cultura em conceder um financiamento de interesse nacional a um documentário sobre Giulio Regeni, estudante italiano torturado e morto no Egito em 2016.
Algumas fontes do Palazzo Chigi, em Roma, informaram que Meloni se reuniu com Giuli e reiterou seu apoio ao ministro da Cultura após a saída dos dois assessores.
"A primeira-ministra reiterou sua total disposição em apoiar a atuação de um ministério essencial para a Itália. A solidez de uma relação cordial e produtiva entre a premiê e Giuli ficou evidente, mesmo em nível formal, relegando as controvérsias surgidas nas últimas semanas ao debate político normal, em um contexto particularmente complexo devido ao atual cenário internacional", revelaram as fontes consultadas.
Sandro Ruotolo, chefe do departamento de cultura do Partido Democrático, de centro-esquerda, afirmou que as demissões mostram que o governo está "em caos, em meio a guerras internas e acertos de contas".
Já o ministro da Agricultura, Francesco Lollobrigida, minimizou o episódio ao afirmar que se tratava de uma "rotatividade normal". .
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