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Dalai Lama confirma que um sucessor será nomeado após sua morte

Tenzin Gyatzo é, segundo a crença tibetana, a 14ª reencarnação do Dalai Lama

2 jul 2025 - 08h16
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Dalai Lama, Tenzin, o 14º
Dalai Lama, Tenzin, o 14º
Foto: @dalailama

O Dalai Lama anunciou nesta quarta-feira, 2, que um sucessor será nomeado após sua morte para garantir a continuidade de seu papel como líder espiritual da comunidade tibetana, em comunicado divulgado por ocasião de seu 90º aniversário.

A idade avançada levantou preocupações sobre o futuro da liderança tibetana e uma possível tentativa da China de influenciar sua sucessão.

"Afirmo que a instituição do Dalai Lama continuará", disse ele em uma mensagem lida no mosteiro McLeod Ganj, cidade indiana onde viveu exilado após deixar o Tibete, que estava sob controle de Pequim, em 1959.

A decisão é histórica não apenas para os tibetanos, mas também para seus seguidores ao redor do mundo, que veem o Dalai Lama como um símbolo de não violência, compaixão e luta pela identidade cultural tibetana sob o domínio chinês.

Apesar disso, autoridades chinesas o consideram um rebelde separatista. A China também declarou na quarta-feira que o sucessor do Dalai Lama deve ter a aprovação de Pequim.

"A reencarnação do Dalai Lama, do Panchen Lama e de outras grandes figuras budistas deve ser escolhida por sorteio em uma urna de ouro e aprovada pelo governo central", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning.

Segundo a crença tibetana, Tenzin Gyatzo, nascido em 6 de julho de 1935, é a 14ª reencarnação do Dalai Lama.

Em sua mensagem, ele explicou que, nos últimos anos, recebeu inúmeros telefonemas da diáspora tibetana, de budistas da região do Himalaia, da Mongólia e de partes da Rússia e da China "pedindo a continuação da instituição do Dalai Lama".

"Em particular, recebi mensagens por diferentes canais de tibetanos no Tibete com o mesmo chamado", disse ele em um vídeo divulgado no início de uma reunião de líderes religiosos em McLeod Ganj. /AFP

Estadão
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