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Crimeia suspende atividades à medida que ataques ucranianos reduzem abastecimento de combustível

22 jun 2026 - 11h20
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A Crimeia, controlada pela ‌Rússia e um destino popular entre os russos, suspendeu as atividades turísticas e os acampamentos de verão infantis até setembro, informou seu governador nesta segunda-feira, devido a uma crise de combustível causada por ataques ucranianos a rotas ⁠marítimas e estradas de abastecimento.

Ataques de drones ucranianos a ‌refinarias de petróleo, inclusive em Moscou, também prejudicaram a disponibilidade de gasolina e diesel na Rússia, o ‌terceiro maior produtor mundial de petróleo.

Os ‌postos de combustível na Crimeia suspenderam todas as ⁠vendas de combustível a pessoas físicas e jurídicas a partir de domingo.

O governador Sergei Aksyonov afirmou nesta segunda-feira que o fechamento dos acampamentos infantis ocorreu em prol da segurança pública.

Até o momento, não houve indignação pública ‌em relação à escassez de combustível na Rússia, onde os ‌protestos são fortemente ⁠restringidos, sobretudo ⁠por causa do que Moscou chama de "operação militar especial" na Ucrânia.

"Não ⁠tenho combustível suficiente, então ‌vamos dirigir menos, usar ‌o transporte público, andar de bicicleta ou a pé", disse Alexei, morador de Sebastopol, na Crimeia. Ele não informou seu sobrenome.

O governo disse que o ⁠vice-primeiro-ministro Alexander Novak, principal responsável pelo setor de petróleo do presidente Vladimir Putin, se reuniu com outras autoridades de alto escalão e produtores de petróleo para tratar da questão.

Ao falar com ‌repórteres sobre a situação na Crimeia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que tanto o governo quanto ⁠as empresas petrolíferas estavam trabalhando para resolver as interrupções no abastecimento de combustível causadas pela Ucrânia.

A produção e as exportações de combustível da Rússia vêm diminuindo devido aos ataques de drones ucranianos.

De acordo com dados da LSEG e fontes do mercado, as exportações marítimas de derivados de petróleo da Rússia caíram 15%, para cerca de 3,3 milhões de toneladas, na primeira quinzena de junho, em comparação com a primeira quinzena de maio, afetadas por manutenções não planejadas nas refinarias após repetidos ataques com drones.

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