Coreia do Norte expulsa soldado americano que desertou
Travis King já está sob custódia nos Estados Unidos
A Coreia do Norte decidiu expulsar Travis King, o militar afroamericano que em 18 de julho havia desertado, cruzando voluntariamente a fronteira durante um tour na zona desmilitarizada entre as duas Coreias.
]As informações foram divulgadas pelas agências sul-coreana Yonhap e norte-coreana Kcna.
"O órgão competente decidiu expulsar o soldado do Exército americano que se intrometeu ilegalmente no território da Coreia Popular. A investigação sobre ele foi encerrada", informou a Kcna.
O jovem soldado enfrentava acusações de agressão na Coreia do Sul e estava prestes a ser enviado de volta para o Texas, para ser removido do Exército, quando entrou na Coreia do Norte.
Segundo Pyongyang, ele admitiu ter "entrado ilegalmente porque nutria rancor contra os maus-tratos desumanos e a discriminação racial no interior do Exército americano, e estava desiludido pela desigualdade da sociedade americana".
No mês passado, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, declarou que a Coreia do Norte poderia querer usar o militar como "instrumento de propaganda ou moeda de troca".
No entanto, King já está sob custódia americana e uma autoridade dos EUA informou que o país não fez nenhuma concessão em troca da soltura dele.
Segundo a mesma fonte, a China ajudou a facilitar o trânsito do americano: "Pequim não teve nenhum outro papel se não o de colaborar com a passagem de King a seu território". A Suécia também participou da interlocução da operação.
"O soldado está bem fisicamente e emocionalmente. Está muito feliz por voltar para casa e rever sua família", detalhou.
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