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Como é o revólver dado por Erdogan a líderes da Otan e quais foram as reações dos chefes de Estado

Armamento distribuído pelo presidente turco durante a cúpula surpreendeu delegações e gerou diferentes respostas entre os chefes de Estado

10 jul 2026 - 11h22
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Os líderes que participaram da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada nesta semana na Turquia, deixaram o encontro com um presente inusitado do anfitrião, o presidente Recep Tayyip Erdogan: um revólver Magnum personalizado com o nome de cada autoridade.

A iniciativa, segundo autoridades turcas, buscava destacar o crescimento da indústria de defesa do país. O gesto, porém, surpreendeu diversas delegações e criou um problema prático para alguns chefes de Estado e de governo, já que as leis sobre posse e importação de armas variam entre os países.

A imagem do presente foi divulgada nas redes sociais por Péter Magyar, primeiro-ministro da Hungria. Na fotografia, é possível ver o revólver exposto em uma caixa de madeira decorada com a bandeira da Turquia e o logotipo da Otan.

O estojo também traz uma placa de identificação que informa, em turco e inglês, que se trata da Gümüsay, apresentada como a primeira arma do tipo revólver produzida no país, além dos seis cartuchos que acompanhavam o presente.

Revólver Magnum personalizado foi entregue por Erdogan aos líderes que participaram da cúpula da OTAN
Revólver Magnum personalizado foi entregue por Erdogan aos líderes que participaram da cúpula da OTAN
Foto: Reprodução/ X/ @magyarpeterMP / Estadão

"Um presente inusitado do presidente Recep Tayyip Erdogan na Cúpula da Otan: um revólver Magnum com munição, gravado com meu nome", escreveu Magyar na publicação. O premiê, no entanto, não informou qual destino deu à arma.

As reações dos demais líderes variaram. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que entregou o revólver à polícia ao retornar ao país. Em tom bem-humorado, comparou o presente ao xarope de bordo que havia levado para a cúpula.

"Percebi que meu presente de xarope de bordo foi um tanto insuficiente", disse a jornalistas. "Gostaria de tranquilizar os canadenses: mantenham as armas longe de mim".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, agradeceu o presente, mas, segundo um porta-voz, a arma será desativada antes de ser incorporada ao acervo de um museu militar. O premiê britânico, Keir Starmer, também optou por deixá-la para ser inutilizada, já que sua importação seria ilegal no Reino Unido, apesar de a embalagem incluir um documento dispensando controles de exportação.

Na Bélgica, o primeiro-ministro Bart De Wever entregou o revólver à polícia do aeroporto logo após desembarcar. Já as armas destinadas ao chanceler alemão, Friedrich Merz, e ao primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, permaneceram nas embaixadas de seus respectivos países em Ancara e também deverão ser retiradas de circulação.

Na Itália, o revólver foi registrado oficialmente como presente recebido pela primeira-ministra Giorgia Meloni e incorporado ao patrimônio do Palazzo Chigi, residência oficial da chefe de governo. Na Grécia, autoridades informaram que a arma será destinada ao Museu da Guerra.

O presidente da Croácia, Zoran Milanovic, afirmou que só soube da existência do presente depois de retornar ao país. Segundo seu gabinete, a arma deverá ser entregue a um museu da polícia. "Eu não aceitei. Atiro com armas diferentes", ironizou o presidente, em referência ao próprio estilo político.

A Casa Branca não informou qual foi o destino do revólver destinado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. /AP

Estadão
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