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Comitê do Nobel da Paz perdeu 'bússola moral', diz Netanyahu

Premiê de Israel acusou Navi Pillay de 'demonizar' judeus

9 out 2026 - 13h49
(atualizado às 14h56)
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Resumo
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou duramente a escolha da jurista Navi Pillay para o Nobel da Paz, afirmando que o comitê perdeu sua bússola moral. Netanyahu chamou a sul-africana de fanática e a acusou de caluniar o Estado judeu com denúncias falsas de genocídio em Gaza. Ele também afirmou que Pillay municiou Karim Khan, ex-procurador do Tribunal Penal Internacional que pediu sua prisão, classificando as ações de ambos contra o país como uma farsa judicial e uma demonização dos judeus.

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o comitê responsável pelo Nobel da Paz perdeu sua "bússola moral" ao premiar a jurista sul-africana Navi Pillay, que já acusou o país judeu de cometer genocídio na Faixa de Gaza.

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o primeiro-ministro, a honraria foi concedida a uma "fanática que construiu carreira inventando e espalhando calúnias contra o único Estado judaico".

"O maior orgulho de Navi Pillay foi ter legitimado um procurador corrupto que se voltou a maquinações contra Israel na esperança de escapar de uma acusação de estupro", acrescentou Netanyahu, em referência ao ex-procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia Karim Khan, autor do mandado de prisão contra o premiê por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza.

Khan foi destituído do cargo em julho passado, acusado de praticar relações sexuais não consensuais com uma funcionária de seu escritório. Ele nega as denúncias.

"Karim Khan usou as mentiras de Pillay para construir um caso falso contra Israel. Pillay forneceu as mentiras, e Khan as transformou em armas. E agora, membros equivocados do Comitê do Nobel homenageiam a mulher que propagou essa demonização dos judeus e essa farsa judicial", concluiu Netanyahu.

Navi Pillay foi juíza da câmara de apelação da corte de Haia entre 2003 e 2008 e, mais recentemente, presidiu uma comissão independente da ONU que acusou Israel de cometer genocídio em Gaza.

Ansa - Brasil
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