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Com Bolsonaro, presidente do Chile nega ideologia em bloco

"É uma onda que estamos vendo e se não nos prepararmos ela vai passar por cima ou nos arrastar", disse Sebástian Piñera

22 mar 2019
14h24
atualizado às 14h51
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SAANTIAGO - O presidente do Chile, Sebástian Piñera, abriu na manhã desta sexta-feira (22) a primeira reunião de chefes de Estado para a criação do que deve ser o Prosul (Foro para o Desenvolvimento e Progresso da América do Sul) com um discurso de forte tom econômico. Segundo o presidente chileno, idealizador do novo bloco regional, o continente deve estar preparado para o que ele chamou de "onda" que vem pela frente junto com um "mundo novo".

Presidente do Chile, Sebastián Piñera, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
Presidente do Chile, Sebastián Piñera, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
Foto: Esteban Garay / Reuters

"É uma onda que estamos vendo e se não nos prepararmos ela vai passar por cima ou nos arrastar. Temos que olhar para ela, nos prepararmos, subir nela e aproveitar sua força para impulsionar a América do Sul até um futuro de maior liberdade, progresso e justiça", disse Piñera.

Ele negou que o Prosul tenha objetivo ideológico de reorganizar os governos de centro-direita da região em substituição à Unasul (União de Nações Sul-Americanas), criada sob influência chavista e lulista no auge dos regimes de centro-esquerda sulamericanos.

"Queremos criar um foro de diálogo, de encontro, de colaboração que valorize a integração e o desenvolvimento de todos. Queremos que este foro tenha um compromisso forte e claro com os princípios da liberdade e da democracia. Isso não é ideologia. Isso são valores e princípios", disse Piñeda.

Participam da reunião os presidentes do Chile, Brasil, Argentina, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. O presidente Jair Bolsonaro chegou ao Palácio La Moneda, sede do governo chileno, às 11h13 e foi recebido por Piñeda. Bolívia, Uruguai e Suriname enviaram representantes.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o presidente da Guiana, David Arthur Granger, o presidente da Colômbia, Ivan Duque, o presidente do Equador, Lenin Moreno Garces, o presidente do Peru, Martin Vizcarra, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, e o presidente do Chile, Sebastian Pinera. , no palácio presidencial La Moneda, em Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (22 de março de 2019)
O presidente da Argentina, Mauricio Macri, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o presidente da Guiana, David Arthur Granger, o presidente da Colômbia, Ivan Duque, o presidente do Equador, Lenin Moreno Garces, o presidente do Peru, Martin Vizcarra, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, e o presidente do Chile, Sebastian Pinera. , no palácio presidencial La Moneda, em Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (22 de março de 2019)
Foto: Rodrigo Garrido / Reuters

Segundo o presidente chileno, a primeira rodada de conversas vai abordar questões gerais sobre a criação do Prosul. Na segunda rodada os presidentes devem se aprofundar em temas específicos. Os pontos de pauta enumerados por Piñeda são infraestrutura, saúde, previdência social, energia, defesa, desastres naturais, proteção do meio ambiente. "Esta é a agenda que queremos propor neste dia", disse ele.

Nesta quinta-feira (22), na chegada ao hotel onde está hospedado, Bolsonaro disse que o objetivo da viagem não é comercial. Por isso não trouxe ao Chile o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, disse esperar que a reunião defina métodos de funcionamento e a coordenação do Prosul. "Até por causa da questão da Venezuela", disse o ministro.

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Estadão

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