Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Colisão entre trens de alta velocidade na Espanha mata ao menos 30; Itália lamenta

Meloni prestou solidariedade ao país e às famílias das vítimas de acidente em Toledo

28 out 2026 - 08h35
(atualizado às 09h06)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Uma colisão entre dois trens de alta velocidade na província de Toledo, Espanha, deixou ao menos 30 mortos e 50 feridos graves nesta quarta-feira. O acidente ocorreu na rota Madri-Andaluzia, quando uma composição da estatal Renfe atingiu um trem da empresa Iryo que estaria parado, fazendo vagões descarrilarem em um barranco. O tráfego ferroviário foi suspenso, políticos cancelaram agendas e líderes da União Europeia e da Itália manifestaram solidariedade enquanto equipes realizam os resgates.

Uma colisão entre dois trens de alta velocidade que liga Madri à Andaluzia, no sul da Espanha, deixou dezenas de mortos e feridos nesta quarta-feira (28).

Segundo a porta-voz do governo local, Ester Padilla, o acidente ferroviário ocorreu pouco depois das 9h (horário local), entre as localidades de Los Yébenes e Urda, na província de Toledo, região de Castilla-La Mancha, e provocou ao menos 30 mortos.

Fontes informaram que os bombeiros estão finalizando os trabalhos de resgate dos corpos. O presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, confirmou ao menos 50 feridos em estado grave e afirmou que o número de vítimas pode subir.

O episódio envolveu um trem operado pela estatal espanhola Renfe, que havia partido de Madri às 8h com destino a Sevilha, e uma composição da empresa privada Iryo. Ao todo, 147 pessoas estavam a bordo do trem da Iryo e 397 nos vagões da Renfe.

Os relatos indicam que pelo menos dois vagões descarrilaram e caíram em um barranco após o impacto. A dinâmica da colisão ainda não foi esclarecida, mas uma reconstrução inicial do centro de controle ferroviário de Madri, citada pela imprensa espanhola, indicava que o trem da Renfe teria atingido a composição da Iryo, que estaria parada na linha.

As autoridades acionaram o protocolo de proteção civil e mobilizaram equipes de bombeiros e ambulâncias das localidades de Los Yébenes e Urda. Hospitais e prefeitos da província de Toledo também foram alertados para reforçar a capacidade de atendimento diante da gravidade da ocorrência.

Testemunhos de passageiros à emissora Cadena SER descreveram uma frenagem brusca, que teria lançado pessoas pelos corredores dos vagões. Testemunhas também relataram dificuldades para retirar vítimas de áreas atingidas pelo descarrilamento.

Até o momento, as autoridades ainda não apresentaram um balanço definitivo de mortos e feridos. A identificação das vítimas e a apuração das circunstâncias do acidente dependem do avanço das operações de resgate e das investigações.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, manifestou "solidariedade, carinho e apoio" às vítimas e afirmou que mantém contato com o ministro dos Transportes, Óscar Puente, e com as autoridades locais.

Em uma mensagem publicada na rede social X, Sánchez destacou que as equipes de emergência trabalham no local para prestar assistência aos envolvidos e garantir a segurança. O chefe de governo suspendeu os compromissos previstos para o dia.

O líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo, também cancelou sua agenda. As atividades estavam relacionadas à preparação para as eleições gerais previstas para 29 de novembro.

A gestora da infraestrutura ferroviária espanhola, Adif, anunciou a suspensão do tráfego de trens de alta velocidade na linha Madri-Andaluzia após o acidente.

A tragédia provocou manifestações de solidariedade de autoridades europeias. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que seu governo se solidariza com a Espanha e com as famílias das vítimas, além de reconhecer o trabalho das equipes de resgate.

"Meus pensamentos, e os de todo o nosso governo, estão com as famílias das vítimas, com os feridos e com todos aqueles que trabalham incansavelmente nas operações de resgate", declarou a premiê italiana.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou as primeiras notícias como devastadoras e declarou que seus pensamentos estavam com os familiares das vítimas. Já o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também expressou condolências e desejou a recuperação dos feridos. 

Ansa - Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra