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CNBB manifesta apoio ao papa Leão XIV após críticas de Trump

Entidade afirmou que papel do pontífice não é político, mas fundamentado pelo Evangelho

13 abr 2026 - 14h41
(atualizado às 14h49)
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou apoio ao papa Leão XIV por sua "defesa firme do Evangelho" em relação ao conflito no Oriente Médio, após ele ter sido alvo de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Papa e Jaime Spengler durante encontro no Vaticano
Papa e Jaime Spengler durante encontro no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

No comunicado, a entidade reafirmou sua união com o Pontífice na "defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos", destacando que a autoridade moral do Papa se fundamenta na fidelidade ao Evangelho, e não em confrontos políticos.

"A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil une-se a Sua Santidade, papa Leão XIV, reafirmando a comunhão e a unidade em torno desses valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade", diz o texto.

O documento é assinado pelo presidente da CNBB, Jaime Spengler, além de outros líderes da entidade, e é divulgado após Trump chamar Leão XIV de "fraco" e acusá-lo de atuar como "político" em relação a temas internacionais, como a guerra no Oriente Médio.

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump também criticou posicionamentos do pontífice sobre política externa e segurança internacional.

Além disso, sugeriu que a eleição de Leão XIV ? o primeiro Papa nascido nos Estados Unidos ? teria sido influenciada por interesses políticos ligados à sua própria presidência, afirmação que não foi comprovada.

Em resposta, o líder da Igreja Católica afirmou que não teme o governo norte-americano e reiterou sua posição contrária aos conflitos armados.

"Eu não tenho medo do governo Trump. Falo sobre o Evangelho e continuarei a me manifestar em voz alta contra a guerra", declarou o pontífice, defendendo a necessidade de construir a paz e pôr fim aos conflitos, especialmente no Oriente Médio.

"Muita gente está sofrendo, muita gente inocente foi morta, e eu acho que alguém precisa se levantar e dizer que existe um jeito melhor", salientou.

Sem mencionar diretamente o presidente norte-americano, o Papa também criticou o uso indevido da religião para justificar guerras, afirmando que "muitas pessoas estão abusando do Evangelho".

O ataque sem precedentes marca um rompimento inédito entre a Casa Branca e a Santa Sé. 

Ansa - Brasil
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