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Após vitória histórica, Peter Magyar promete "uma nova era" para a Hungria

O futuro primeiro‑ministro da Hungria, Peter Magyar, de 45 anos, prometeu nesta segunda‑feira (13) fazer todo o possível para "garantir uma nova era" no país. Um dia após sua vitória esmagadora sobre o partido Fidesz, do líder nacionalista Viktor Orbán — que governou a Hungria com mão de ferro por 16 anos —, Magyar afirmou que "o povo húngaro" não votou "por uma simples mudança de governo, mas por uma mudança completa de regime".

13 abr 2026 - 14h17
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Após a vitória nas eleições parlamentares de domingo (12), o partido de centro‑direita Tisza, liderado por Magyar, deve conceder a ele carta branca para governar. O conservador pró‑europeu declarou que pretende restaurar o Estado de Direito e comemorou a obtenção de uma maioria de dois terços no Parlamento, o que lhe permitirá emendar a Constituição.

Para acelerar a transição de poder, Magyar pediu ao presidente Tamás Sulyok que convocasse o novo Parlamento "o mais rápido possível". Aliado próximo de Viktor Orbán, Sulyok tem até 30 dias para fazê‑lo. Até lá, o governo atual deve permanecer restrito à administração dos assuntos do dia a dia.

Limitar o número de mandatos

Ansioso por se distanciar do antecessor, cujo governo comparou ao de um Rei Sol, Peter Magyar prometeu governar "como um capitão que coordena e leva em consideração as opiniões" de seus ministros.

Novato na política e ex‑membro do Fidesz, Magyar surgiu no cenário eleitoral no início de 2024 e, em apenas dois anos, conseguiu construir um movimento de oposição capaz de derrotar Viktor Orbán. Ao vencer o pleito, ele declarou, em discurso de vitória, que seus eleitores haviam "libertado a Hungria", sob aplausos de dezenas de milhares de pessoas — um desfecho que poderá desbloquear bilhões de euros em fundos europeus congelados em razão dos conflitos entre o governo Orbán e a União Europeia sobre questões de direitos humanos.

Em entrevista coletiva nesta segunda‑feira, o futuro primeiro‑ministro afirmou que seu governo terá diversas tarefas urgentes, entre elas a proposta de uma emenda constitucional para limitar a dois o número de mandatos para o cargo de chefe de governo.

"Faremos tudo para restaurar o Estado de Direito, a democracia pluralista e o sistema de freios e contrapesos", afirmou.

Magyar explicou que a emenda se aplicaria a Viktor Orbán, impedindo que o ex‑premiê volte a ocupar o cargo. "Ele teve uma tremenda oportunidade de realizar grandes feitos no interesse nacional e de garantir que a Hungria se tornasse um país europeu em desenvolvimento. Não aproveitou essa chance — a desperdiçou", criticou.

O novo líder também agradeceu à Rússia e à China por terem "aceitado respeitosamente" o resultado da eleição e por se declararem "abertas à cooperação pragmática". Ao abordar a política energética, afirmou que não pretende "dar um tiro no próprio pé" ao cortar totalmente o fornecimento de hidrocarbonetos da Rússia.

Magyar acrescentou que qualquer normalização das relações com a Ucrânia deverá ser precedida da resolução da situação da minoria húngara que vive no país vizinho.

Com AFP

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