PUBLICIDADE

China e Rússia vetam sanções da ONU contra Coreia do Norte

Projeto barrado na ONU foi apresentado pelos Estados Unidos

26 mai 2022 18h47
ver comentários
Publicidade

Durante Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (26), a China e a Rússia vetaram o projeto liderado pelos Estados Unidos para impor novas sanções contra a Coreia do Norte, após os últimos lançamentos de mísseis balísticos.
    A proposta tinha como objetivo "limitar ainda mais a capacidade de Pyongyang de realizar seus programas ilegais de armas de destruição em massa e mísseis balísticos, simplificar a implementação de sanções e facilitar a entrega de ajuda humanitária aos necessitados".
    Além disso, o plano reduzia a quantidade anual de petróleo importada pelo país de 3 milhões para apenas 1 milhão de barris, enquanto os produtos de origem mineral teriam sua exportação banida.
    O texto obteve 13 votos a favor, incluindo do Brasil, que ocupa assento não permanente no Conselho, mas foi barrado por China e Rússia, que têm poder de veto por serem membros permanentes.
    Nos últimos dias, a Coreia do Norte disparou mais três mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão, poucas horas depois de o presidente dos EUA, Joe Biden, ter concluído uma viagem à Ásia.
    Segundo a embaixadora americana na ONU, Linda Thomas-Greenfield, "Coreia do Norte lançou três mísseis balísticos nos últimos dias e é uma ameaça à paz e à segurança de toda a comunidade internacional".
    "É inegável que Pyongyang continua seu programa de mísseis balísticos em violação de inúmeras resoluções da ONU e não podemos permitir que normalize esse comportamento ilegal e desestabilizador. Não podemos fazer disso a nova norma, não podemos permitir esse comportamento perigoso", acrescentou a diplomata americana.
    No entanto, o embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, rebateu que "continuar no caminho das sanções não ajuda a resolver os problemas". "O objetivo é promover o diálogo e a negociação", enfatizou o representante de Pequim.
    Para a o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, "o endurecimento das sanções é um beco sem saída que produz pressões desumanas e ineficazes contra Pyongyang".
    "Os EUA e seus aliados parecem não ter outra solução para a crise a não ser impor sanções", concluiu diplomata de Moscou.
    As negociações para desnuclearização da Península Coreana estão travadas desde fevereiro de 2019, quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou abruptamente uma cúpula com Kim Jong-un no Vietnã.

Ansa - Brasil   
Publicidade
Publicidade