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Chanceler alemão afirma que desafios permanecem ao concluir primeira viagem à China

26 fev 2026 - 10h09
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O chanceler alemão, Friedrich ‌Merz, encerrou sua visita de dois dias à China na quinta-feira elogiando a "boa cooperação" com Pequim, mas apontando para a sobrecapacidade dos exportadores chineses, que têm conquistado uma fatia crescente dos mercados alemães.

Merz, em sua primeira visita à China como chanceler, visitou a Unitree, fabricante chinesa de ⁠robótica onde foi recebido por robôs dançarinos, uma unidade da Siemens Energy ‌e viu a tecnologia de direção autônoma da Mercedes-Benz no centro de alta tecnologia de Hangzhou.

Além desses "exemplos impressionantes de boa cooperação e desenvolvimento ‌tecnológico", ele disse que havia "questões difíceis" que ‌precisavam ser abordadas abertamente.

"Acima de tudo, há questões relacionadas à ⁠concorrência — a China tem altas capacidades, algumas das quais agora também representam um problema para a Europa, porque excedem em muito a demanda do mercado", afirmou.

"Teremos que discutir isso em detalhes após minha visita", disse ele, acrescentando que pediria à ministra da Economia, Katherina Reiche, que também ‌visitasse a China, e declarou que consultas regulares entre os governos com a ‌China começariam no início ⁠do próximo ano.

Pequim ⁠tem rejeitado repetidamente as acusações da UE sobre excesso de capacidade, chamando-as de "totalmente ⁠infundadas" e, em vez disso, afirmando ‌que seus pontos fortes ‌em áreas como energia renovável apoiam objetivos comuns, incluindo a transição verde.

A China foi o maior parceiro comercial da Alemanha no ano passado e os fabricantes alemães estão inseridos na economia chinesa há ⁠décadas, mas o padrão do comércio mudou drasticamente nos últimos cinco anos.

Os exportadores chineses, ajudados pelo que as autoridades alemãs consideram um iuan subvalorizado, reverteram anos de superávits alemães, deixando a principal potência industrial da Europa com um enorme déficit ‌comercial com a China de quase 90 bilhões de euros (US$106 bilhões) em 2025.

A visita de Merz, que viajará para Washington no próximo mês, ⁠ocorreu em um momento em que os pressupostos básicos da política externa alemã há décadas foram derrubados pela postura conflituosa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação aos aliados europeus de longa data.

O chanceler alemão, acompanhado por uma grande delegação de líderes empresariais, se reuniu com o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Qiang na quarta-feira, prometendo construir uma "parceria estratégica abrangente" com a China.

Mas sua visita, após as visitas do presidente francês Emmanuel Macron e do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, não conseguiu esconder questões significativas que têm obscurecido as relações entre a China e a Europa, e ele disse que "inúmeras tarefas" ainda precisam ser resolvidas.

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