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CEO da Enel elogia reforma da Previdência: 'Espetacular'

Francesco Starace disse que Brasil "não é fonte de preocupação"

26 nov 2019
14h35
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O CEO da empresa italiana de energia Enel, Francesco Starace, elogiou nesta terça-feira (26) a reforma da Previdência promulgada pelo Congresso Nacional em 12 de novembro.
    Segundo o executivo, os "resultados das reformas do governo são espetaculares". "Ninguém pensava em uma reforma previdenciária como aquela feita no Brasil, com um apoio fenomenal. Os primeiros passos são encorajadores, agora é preciso fazer mudanças judiciárias e de outros tipos, mas a situação é melhor que o esperado", disse Starace em Milão, durante a apresentação do plano estratégico da Enel para o período 2020-2022.
    De acordo com o CEO, o Brasil "não é fonte de preocupação". A reforma da Previdência fixou uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres e estabeleceu que os primeiros terão de contribuir por pelo menos 40 anos para receber o teto, enquanto as segundas precisarão trabalhar por no mínimo 35 anos.
    Investimentos - O plano estratégico da Enel para 2020-2022 prevê investimentos que totalizam pelo menos 28,7 bilhões de euros, crescimento de 11% em relação ao período anterior.
    Cerca de metade desse valor (14,4 bilhões de euros) será destinada à descarbonização da empresa, com foco na ampliação da geração de energia por fontes limpas. Até 2022, a Enel pretende desenvolver 14,1 GW de capacidade renovável, chegando a cerca de 60 GW.
    Esse índice compreende 5,4 GW provenientes da substituição de geração convencional por fontes limpas em Itália, Espanha e Chile, com investimento total de 5,6 bilhões de euros; 5,1 GW alcançados a partir de acordos de fornecimento com clientes comerciais e industriais, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos, com aporte total de 4,7 bilhões de euros; e 3,6 GW com o desenvolvimento de novos mercados em locais de entrada recente e por meio de joint ventures.
    Outros 11,8 bilhões de euros serão aplicados na digitalização e automação da rede, enquanto 1,2 bilhão irá para ações de eletrificação.

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Ansa - Brasil   
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