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Caso de Hamzah será tratado 'em família', decide rei da Jordânia

Crise explodiu no fim de semana com a prisão de diversas pessoas

5 abr 2021 - 15h32
(atualizado às 15h59)
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O rei Abdullah II decidiu "enfrentar a questão do príncipe Hamzah bin Hussein no âmbito familiar", informou a agência de notícias local Petra nesta segunda-feira (5). Segundo o portal, um dos tios de Hamzah, Hassan bin Talal, será o responsável por gerenciar a crise.

Crise 'familiar' entre Abdullah II e Hamzah bin Hussein chacoalhou a Jordânia
Crise 'familiar' entre Abdullah II e Hamzah bin Hussein chacoalhou a Jordânia
Foto: EPA / Ansa - Brasil

No sábado (3), o meio-irmão do rei da Jordânia foi colocado em prisão domiciliar por "razões de segurança" após ter enviado um vídeo com críticas ao monarca para o canal britânico "BBC". Além de Hamzah, entre 14 e 16 pessoas foram detidas, todas acusadas de ter conspirado "contra a segurança e a estabilidade" do país.

Abdullah II comanda a Jordânia há 22 anos e, segundo Hamzah, "há corrupção e incompetência" em seu governo. Ele ainda disse que a sua segurança e seu acesso aos serviços de internet e telefonia foram "removidos".

Ainda conforme a agência Petra, o príncipe herdeiro "confirmou que seguirá o caminho" adotado pelo rei. Hamzah, 41 anos, é o primogênito do rei Hussein (1935-1999) com a rainha Noor e uma figura com bastante influência entre os líderes tribais do país.

A briga pelo poder na família real da Jordânia gerou uma série de reações internacionais de apoio a Abdullah II.

A União Europeia informou que "segue de maneira próxima" o desenvolver dos eventos, mas que há uma "parceria forte e sólida" com os jordanianos. "A UE apoia plenamente o rei Abdallah II e o seu papel de moderação na região", acrescentou a porta-voz do Serviço Europeu para Ação Externa, Nabila Massrali.

O bloco também manteve a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para esta semana.

Quem também se manifestou nesta segunda foi o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que pontuou que "quando esse tipo de coisa acontece, vemos o mundo inteiro, sem exceções, ficar ao lado de Sua Majestade".

"Essa é a prova do grande respeito e interesse por esse pacífico e seguro país ao qual desejamos sempre a salvação e a segurança", acrescentou. .

Ansa - Brasil
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