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Cameron defende que Grã-Bretanha se junte aos ataques contra o Estado Islâmico

26 nov 2015 - 10h18
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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu hoje (26) que a Grã-Bretanha se junte aos ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico na Síria e não "subcontrate" a sua segurança aos aliados.

“Temos de tomar uma decisão agora quanto aos ataques aéreos na Síria”, escreveu Cameron em uma declaração aos deputados, acrescentando que é errado “o Reino Unido subcontratar a sua segurança a outros países”.

No texto, David Cameron disse que devem ser defendidos os interesses e a segurança do país e lembrou que a carga não deve cair somente nos aliados da Grã-Bretanha.

O primeiro-ministro britânico já tinha anunciado nesta semana que ia defender, perante o Parlamento, o início da participação do Reino Unido nos bombardeios internacionais contra as posições do Estado Islâmico na Síria.

O grupo jihadista “não é um problema remoto a milhares de quilômetros”, antes “tirou a vida de reféns britânicos e fez nas praias de Túnis o pior ataque terrorista contra cidadãos do Reino Unido desde os atentados de Londres em 2005”, disse Cameron.

“Vou defender a necessidade de nos unirmos aos aliados internacionais para perseguir o Estado Islâmico nos seus próprios quartéis-generais, na Síria, e não apenas no Iraque”, acrescentou, ao voltar de Paris onde, em 13 de novembro, uma série de ataques terroristas coordenados deixou 130 mortos, em atentados reivindicados pelo Estado Islâmico.

Em 2013, o Parlamento britânico negou ao primeiro-ministro autorização para atacar o regime sírio do presidente Bashar Al Assad e, desde setembro de 2014, Londres tem se limitado a colaborar com os bombardeios internacionais contra a organização no Iraque.

“Explicarei [na Câmara] que a nossa ação deve estar integrada em uma ampla estratégia de longo prazo para derrotar o Estado Islâmico, paralelamente aos esforços internacionais para pôr fim à guerra na Síria”, afirmou Cameron.

O chefe do Executivo britânico compareceu segunda-feira (23) à Câmara dos Comuns para apresentar um plano que prevê o aumento em 12 bilhões de libras (17,040 milhões de euros) no orçamento militar do Reino Unido para a próxima década.

Agência Brasil Agência Brasil
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